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Angélica driblou síndrome do pânico com meditação: 'Tive medo até de remédio'

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Angélica contou ter desenvolvido síndrome do pânico aos 28 anos, mas que aprendeu a driblar o problema com auxílio da meditação. 'Trabalhava muito, tive taquicardia, sensação de morte', indicou. 'Depois teve outros episódios de falta de ar, claustrofobia. Tinha medo até de remédio', completou a apresentadora, citando uma intuição que teve na época do acidente de avião sofrido em 2015 com a família

Angélica abriu o jogo em relação em relação à Síndrome do Pânico, que adquiriu aos 28 anos. Em entrevista para a revista "Marie Claire", a apresentadora que voltará ao ar em abril de 2020 com programa de auditório fez um relato das consequências que sofreu. "Trabalhava muito, tive taquicardia, sensação de morte. Fiz ioga, aprendi a respirar, tomei Dormonid algumas vezes e passou", indicou a mulher de Luciano Huck. No bate-papo, Angélica recordou ainda o acidente de avião sofrido no Mato Grosso em 2015, ao lado do marido e filhos - Joaquim, Benício e Eva, e provocado pela instalação de uma peça ao contrário. "Depois disso, tive flashbacks. Estava em Nova York, na rua, e petrifiquei, não conseguia sair do lugar. Depois teve outros episódio de falta de ar, claustrofobia", enumerou. "O médico falou para tomar Rivotril, mas estava com tanto pânico que tinha medo até do remédio. Comecei a respirar novamente e daí veio a meditação", acrescentou.

Angélica contou ter tido intuição na época de acidente

A apresentadora afirmou não se considerar totalmente recuperada do trauma ocorrido há mais de quatro anos. "Ficou marcado no nosso DNA. Vivemos uma grande dor juntos e isso nos uniu ainda mais. De algum jeito, olhamos a vida de outra forma. 'Que missão é essa que temos aqui? O que vou deixar para as pessoas?' O lado positivo foi esse. O negativo, óbvio, foi a gente ficar numa sensação de morte, que a gente vive até hoje", frisou. Angélica revelou também que não planejava retornar do Mato Grosso de avião. "No voo de ida dessa viagem fiquei apavorada de um jeito que nunca tinha ficado, chorei. Falei que voltaríamos de carro. Só que aí as crianças, o pai, insistiram para voar e topei – e aprendi a respeitar minha intuição", apontou. "São traumas para a vida inteira", acrescentou a mãe de Benício, vítima de acidente no mar em junho passado.

Angélica minimizou tempo longe da TV: 'Saudável'

Ainda no bate-papo, a loira não escondeu a empolgação para falar de seu novo programa na TV, no qual irá atuar e entrevistar. "A princípio será sobre comportamento. Estamos passando por um momento de muitas questões, as pessoas estão buscando respostas filosóficas e práticas. Todas essas novas doenças, os pânicos, as ansiedades, já vivi tudo isso. O programa será mais autoral, baseado nas minhas experiências dos últimos anos", indicou. Angélica disse ainda que não vê problema em estar quase dois anos sem ter atração própria na telinha. "No início deu uma abstinência, mas passou rápido porque ter tempo é luxuoso e saudável", garantiu.

'Mais a perder do que a ganhar', disse Angélica sobre ser primeira-dama

E revelou uma conversa que teve com a filha, de 7 anos recém-completados. "Recentemente Eva falou: "Você me deixava muito sozinha porque trabalhava, né?". Respondi: "Não deixava sozinha! Nunca viajei com o seu pai sem vocês, por exemplo". Aí entendi que estava presente na vida dos meus filhos, mas não muito. Estava sempre de passagem. Mas não me culpo não, foi só uma percepção", assegurou. Quando questionada sobre a possibilidade do marido se lançar candidato a presidente do Brasil em 2022 voltou a afirmar que ser primeira-dama não é um sonho seu. "Teríamos mais a perder do que a ganhar. Mas estamos em um momento tão louco na política que não quero, jamais, ser egoísta e leviana de impedir algo nesse sentido. Jamais falaria 'não, você não vai'. Jamais", concluiu.

(Por Guilherme Guidorizzi)

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