Antes de ser a duquesa de Sussex e virar o centro das atenções da família real britânica, Meghan Markle aproveitava os intervalos das gravações de "Suits" para fazer o que mais gostava: rodar o mundo. Em 2015, ela desembarcou em Malta, no coração do Mediterrâneo, em uma viagem que misturava turismo de experiência e busca por respostas pessoais!
Na época, Meghan dividia o tempo entre os estúdios da série e o "The Tig", seu antigo blog de lifestyle, onde assinava posts sobre moda, gastronomia e achados pelo globo. Foi na própria página que ela revelou a principal motivação da travessia: ver de perto a ilha de onde vinha parte de seus ancestrais. Para a parada, a atriz escolheu um endereço na capital Valletta que é puro charme e discrição!
O endereço em questão era a Casa Ellul, um hotel-boutique instalado em um casarão vitoriano do século XIX. Aberta no ano anterior à visita de Meghan, a propriedade contava com apenas 8 suítes - cada uma desenhada com personalidade própria pelo renomado escritório Valentino Architects, mesclando a arquitetura original da casa com o design contemporâneo.
E o hotel não esconde o orgulho da hóspede ilustre, não! Em publicações nas redes, a própria equipe revelou que Meghan ficou instalada em uma suíte na cobertura. O espaço contava com terraço privativo, banheira de hidromassagem e uma vista de tirar o fôlego para os telhados históricos de Valletta e o mar. Ui, chiquérrima!
Na época, a atriz chegou a citar a Casa Ellul no "The Tig", definindo a propriedade como um dos seus lugares favoritos no mundo.
Para quem planeja seguir os passos de Meghan, o hotel já não é exatamente o mesmo de 2015. A propriedade passou por uma expansão em 2017 e hoje conta com 9 acomodações - a mais recente é a Old Theatre Suite, um espaço de 34 m² no primeiro andar com varanda voltada para a fachada da icônica Basílica de Nossa Senhora do Monte Carmelo.
As suítes do topo continuam sendo as mais disputadas. A Suíte 7, por exemplo, é dividida em dois níveis e ostenta um terraço de 18,5 m² com jacuzzi e vista panorâmica para o porto de Marsamxett.
A grande virada de chave do hotel, porém, foi a abertura do Risette, restaurante de alta gastronomia comandado pelo chef local Steve Scicluna. Instalado no próprio edifício, o restaurante cruza ingredientes locais com técnicas da culinária francesa e japonesa. O nome é uma homenagem carinhosa a uma antiga moradora da família Ellul, famosa pela hospitalidade na casa.
A passagem de Meghan por Malta - organizada com apoio da Elle UK e do órgão oficial de turismo local - passou longe de ser um confinamento no hotel! Acompanhada por um guia local, a atriz percorreu o centro histórico de Valletta, parando na emblemática Co-Catedral de São João para ver de perto telas originais de Caravaggio, como "A Decapitação de São João Batista".
Meghan também visitou a palaciana Casa Rocca Piccola - onde posou usando a għonnella, peça tradicional do vestuário feminino maltês -, fez degustação na vinícola Meridiana Wine Estate e se jogou na culinária de raiz: em seus relatos, fez questão de elogiar os pastizzi (salgados folheados clássicos do país) e o tradicional espaguete com molho de coelho.
O grande mistério da viagem gira em torno do passado da família de Meghan. A atriz sempre demonstrou fascínio pela ligação de seus ancestrais com a ilha, e o próprio hotel costuma divulgar que uma de suas bisavós teria nascido em Malta em 1862.
No entanto, a genealogia traz nuances. Uma investigação publicada pelo jornal The Irish Times, em 2019, apontou que Mary McCague - a ancestral em questão - nasceu na verdade em Belfast, na Irlanda do Norte, e se casou em Dublin em 1860. A ligação com Malta teria acontecido meses depois, quando o marido de Mary, militar britânico, foi transferido com o regimento para a ilha mediterrânea.
Polêmicas de árvore genealógica à parte, o fato é que a curiosidade sobre o passado abriu portas para uma das viagens mais marcantes de Meghan antes dos holofotes reais.