Pombo-correio do PCC? Acusada de usar os seios em prol de facção, ex-repórter de Luciana Gimenez é absolvida, mas perde processo contra a Band
Publicado em 23 de outubro de 2025 às 10:47
Por Matheus Queiroz | Notícias dos famosos, TV e reality show
Jornalista por vocação, apaixonado por música, colecionador de CDs e neto perdido de Rita Lee.
Luana Don foi presa em 2017, mas, anos depois, foi absolvida por falta de provas. Relembre o caso.
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Luana Don era conhecida dos espectadores do “SuperPop”, programa apresentado por Luciana Gimenez na RedeTV! A repórter já atuava na atração há quatro anos quando sua vida passou por uma reviravolta chocante: ela foi acusada de ser “pombo-correio” do Primeiro Comando da Capital (PCC), ou seja, de transmitir recados entre os integrantes da facção, especialmente, do que estão presos para os que permanecem em liberdade.

A repórter também atuava como advogada para completar a renda. Ela trabalhou durante 45 dias em um escritório envolvido em apurações sobre o PCC, o que a levou a ser investigada pela Polícia Civil.

Na época, as investigações apontavam que Luana transmitia as mensagens escritas nos seios. Segundo informações do jornal O Globo, a repórter atuava como "pombo-correio" da "sintonia dos gravatas", em que advogados eram pagos pelo PCC para repassarem os planos da facção. Ela foi apelida pelos policiais de “musa do crime”. 

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Luana teve o mandado de prisão preventiva expedido em novembro de 2016. No entanto, ela só foi presa em julho de 2017. Neste período, foi considerada foragida e a Polícia chegou a oferecer R$ 50 mil por informações do paradeiro. 

A repórter sempre negou o crime, mas, em dezembro daquele ano, foi condenada a 5 anos e 3 meses de prisão em regime semiaberto; mais cinco advogados também sofreram condenação. De acordo com o site Notícias da TV, ela foi absolvida há dois anos da acusação de envolvimento com a facção. O Tribunal de Justiça reconheceu que não havia provas suficientes e reformou a condenação anterior. 

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EX-REPÓRTER DA REDETV! PERDEU PROCESSO CONTRA A BAND

Luana está afastada dos holofotes, mas seu nome voltou a rodar na mídia nesta semana. A Justiça de São Paulo negou um pedido de indenização de R$ 200 mil por danos morais que a advogada moveu contra a Band. Ela abriu o processo por conta de reportagens exibidas em 2017 no “Brasil Urgente”, que a associavam ao PCC e a chamavam de “pombo-correio”.

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Segundo o Notícias da TV, Luana alegou que as consequências da exposição foram “devastadoras”. Ela afirma que sofreu um aborto por conta do estresse, teve a carreira interrompida e seu pai foi acometido por um câncer.

O pedido foi julgado improcedente. O juiz reconheceu que há sensacionalismo em programas policiais, mas avaliou que a Band “limitou-se a narrar fato conforme interpretação de autoridades policiais que realizaram investigação, do Ministério Público que formulou denúncia e de autoridades judiciais que proferiram condenação”. Além disso, as reportagens refletiam a realidade do processo naquele momento.

A jornalista ainda foi condenada a pagar custas e honorários advocatícios. Ela terá que desembolsar R$ 20 mil, 10% do valor da causa. 

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