Sandrão não será visto na segunda temporada de “Tremembé”, cujas gravações começam em breve. Segundo informações da colunista Carla Bittencourt, do Portal Leo Dias, a atriz Letícia Rodrigues não se sentiu mais à vontade para interpretar o ex-presidiário.
A princípio, a colunista reportou que a saída do personagem ocorreu por conta do processo que Sandrão moveu contra a Prime Video. Ele pediu R$ 3 milhões na Justiça por danos morais, sob alegações de que a série causou diversos problemas para sua vida e apresenta seu crime de forma mentirosa.
Uma fonte ligada à produção da série, no entanto, afirma que a saída de Letícia não tem relação com o processo judicial. A equipe jurídica, aliás, orientou que os roteiristas não se preocupassem com a ação, já que o ex-detento sofreu uma derrota quando pediu que a produção fosse retirada do ar.
O real incômodo de Letícia está ligado à identidade de gênero de Sandrão. Em entrevista ao “Domingo Espetacular” no ano passado, ele destacou que prefere ser tratado no masculino, enquanto a série se refere ao criminoso no feminino a todo momento. Por ser uma mulher cis, a atriz não se sentiu mais confortável em interpretar um homem trans.
A informação foi confirmada pela equipe de Letícia, em nota publicada pelo site Notícias da TV. "Também levamos em consideração o fato de que a pessoa real que inspirou a personagem se manifestou publicamente como um homem trans. Diante disso, Letícia, como atriz e mulher cis, entendeu que não seria o caminho mais adequado seguir retratando essa história neste momento", destacou.
Na ação, Sandrão alega que a série causou diversos problemas para sua vida. Ele ainda aponta que “Tremembé” exibiu “um conteúdo ficcional” e que sua imagem foi utilizada sem autorização.
Entre os elementos que Sandrão garante que são mentirosos, o ex-detento diz que há detalhes falsos sobre o crime pelo qual foi condenado e sobre o relacionamento com Suzane von Richthofen.
Sandrão confirma que se envolveu amorosamente com Suzane, mas nega ser o “líder” do presídio, como a série retrata. Ele também afirma que nunca recebeu produtos em nome da assassina dos pais em sua casa, como retratado na sequência que fala da infame entrevista a Gugu Liberato.
A Justiça de São Paulo negou o pedido para que a produção fosse retirada do ar, mas a guerra não está totalmente perdida para Sandrão. O juiz Wilson Lisboa avaliou que existem, sim, elementos graves para uma ação de indenização por dano moral.