Destaque em carro alegórico da Paraísos do Tuiuti no último dia do desfile das escolas de samba do Grupo Especial, a deputada Erika Hilton é uma figura de destaque na política e um exemplo de superação e representatividade.
Como a primeira travesti a ocupar uma cadeira na Câmara dos Deputados, sua presença é um marco significativo para a comunidade LGBTQIA+. Mas muito além disso, Erika é reconhecida não apenas por sua atuação política, mas também por sua história de vida, que é repleta de desafios e conquistas que o Purepeople te conta agora!
Antes de se tornar uma parlamentar de destaque, Erika enfrentou uma série de adversidades. Criada em um ambiente familiar matriarcal, ela sempre teve o apoio de mulheres fortes, que a incentivaram a buscar seus objetivos.
No entanto, sua jornada não foi fácil. Após ser expulsa de casa por sua mãe, que se converteu a uma religião conservadora, Erika encontrou-se em situação de vulnerabilidade, vivendo nas ruas e se prostituindo.
Ao perceber a invisibilidade e marginalização enfrentadas pela comunidade LGBTQIA+, Erika começou a moldar seu ativismo. Com o tempo, sua mãe a resgatou, permitindo que Erika retornasse aos estudos e iniciasse sua trajetória como ativista e líder de movimentos sociais.
"Minha mãe é a minha maior fã. Ela milita, vê tudo, se inteira de todas as notícias, é até mais combativa do que eu. Se não fosse por ela, eu não seria o que sou hoje. Que bom que pudemos ter uma nova leitura da nossa relação, estar num lugar de acolhimento. Minha mãe é o máximo", disse.
Erika Hilton rapidamente se destacou como uma voz poderosa na política, utilizando sua plataforma para lutar pelos direitos das minorias.
“Hoje me sinto realizada, sim. Tudo isso é fruto da minha história, do que eu vivi, dos espaços que ocupei e ocupo. Fazer política não é uma tarefa fácil, principalmente para corpos iguais aos meus. Estamos acostumadas a ver os homens, brancos, herdeiros da política nesse lugar. Uma travesti negra inserida nesse espaço é um desafio, mas estamos mostrando que é possível”, avaliou ao Extra.
Atualmente, ela avalia seu nome na Presidência da República: “Não é uma expectativa, nunca pensei sobre. Seria algo para maturar, eu sou muito nova. Teria que estudar muito, me preparar. Ser presidente não é qualquer coisa. Por enquanto, a minha função é legislativa, o que já é muito”.
Mas além de ser importante na política e suas causas, Erika também tem suas particularidades, como o fato de amar a icônica vilã de "A Usurpadora" Paola Bracho e ser fã de Beyoncé, com quem é bastante comparada nas redes sociais:
"Eu me achava bonita, mas se dissesse isso virava chacota. Uma coisa é você se ver bonita. Outra coisa é quando você passa a ter acesso ao que pode fazê-la mais bonita. Hoje posso usar um bom creme, uma boa maquiagem... Gosto do que vejo no espelho, de quem me tornei principalmente, Mas esse olhar só veio de quatro anos pra cá”.