O melhor e mais simples conselho para lidar com separação após namoro bastante exposto, para a psicologia: 'Protege mais do que a explicação'
Publicado em 11 de março de 2026 às 11:15
Por Guilherme Guidorizzi | Notícias da TV, novelas e famosos
Escreve sobre novelas e entrevista o elenco para trazer as novidades dos próximos capítulos. Produz conteúdos sobre famosos e TV.
Terminar um namoro exposto na mídia é mais doloroso do que parece. Para a psicologia, a relação pública cria uma identidade conjunta, e o fim pode significar a perda de si mesmo. Descubra o que o luto sob escrutínio faz com seu cérebro e a dica surpreendente para superá-lo
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Em uma das vezes em que se separou de Neymar, Bruna Marquezine afirmou que ela e o jogador tinham a vontade de ficar juntos, algo explicado pela psicologia. A relação da atriz e do atacante foi bastante exposta em um contraste visível do namoro atual da brasileira, com o cantor canadense Shawn Mendes, com quem se relaciona desde o ano passado.

E para a psicologia, essa exposição atrapalha (e muito) a aceitação do fim de um relacionamento. "Significativamente. E por razões que vão além da vaidade. Quando uma relação é vivida publicamente, especialmente com a intensidade que redes sociais e mídia impõem, o casal não constrói apenas um vínculo entre si. Constrói uma identidade pública conjunta", resume o teólogo, filósofo e psicanalista especialista em relacionamentos Lucas Scudeler em conversa com o Purepeople.

"E quando essa relação termina, a pessoa não perde apenas o parceiro. Perde uma identidade pública que não sabe como substituir", prossegue o profissional citando o que é conhecido na psicologia como "emaranhamento identitário". "(Ou seja), a imagem que o mundo tem de mim depende da presença do outro, perder o outro é perder a mim mesmo diante do mundo. E a pessoa passa a elaborar o luto não apenas privadamente, mas sob escrutínio. Cada foto antiga que ressurge nas redes, cada comentário público, cada especulação de tabloide é uma interrupção do processo de elaboração", explica.

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O psicanalista aponta também um "agravante neurológico" nesse processo. "O cérebro processa rejeição social, o julgamento público sobre o fracasso da relação, nos mesmos circuitos que processam dor física (região do córtex cingulado anterior e da ínsula anterior). A pessoa não está só triste. Está em dor literal, amplificada pela exposição", acrescenta.

Mas há uma recomendação, a contraintuitiva. "O silêncio protege mais do que a explicação. Cada vez que a pessoa se explica publicamente, reabre o processamento emocional. O luto precisa de espaço privado para se completar", aconselha Scudeler.

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