Todo ano eu caio naquele mesmo dilema quando o Dia das Mães chega... sair para almoço lotado ou transformar o domingo em um momento mais tranquilo dentro de casa? E, sinceramente, acho que este ano vou de sofá, coberta, comida aleatória e streaming ligado o dia inteiro! Algo que a minha mãe também ama fazer!
Foi nessa busca por algo realmente bom para assistir com a minha mãe que comecei a pedir indicações de minisséries curtinhas da Netflix. Eu queria histórias envolventes, mas que também tivessem alguma camada emocional, personagens femininas fortes e aquele efeito viciante que faz um episódio puxar o outro sem você perceber, sabe?
E foi assim que cheguei em três produções completamente diferentes entre si, mas que têm algo em comum: todas falam, de alguma forma, sobre maternidade, sobrevivência, relações familiares e mulheres tentando se reconstruir em meio ao caos.
Tem drama pesado inspirado em história real, empresária que virou milionária enfrentando racismo no início do século passado e até um suspense psicológico tão absurdo que virou assunto nas redes sociais por causa do final!
Abaixo, as três minisséries que selecionei para o meu Dia das Mães… e que talvez você também queira colocar na lista.
Vou começar pela que mais despertou comentários do tipo: “prepare o psicológico”.
“Maid” (“Criada”, no Brasil) acompanha Alex, uma jovem mãe que foge de um relacionamento abusivo enquanto tenta criar a filha pequena praticamente sem dinheiro, trabalhando como faxineira para sobreviver. A série é inspirada na história real de Stephanie Land, autora do livro autobiográfico que deu origem à produção.
E o que mais me chamou atenção antes mesmo de assistir foi justamente o fato de que a série não romantiza absolutamente nada! Pelo contrário, ela mostra a exaustão da pobreza, a burocracia cruel da assistência social, o desgaste mental da maternidade solo e a dificuldade gigantesca de romper relações abusivas, especialmente quando o abuso não deixa marcas físicas óbvias.
Muita gente descreve “Maid” como uma das séries mais emocionantes da Netflix justamente porque ela trabalha um tipo de violência silenciosa, psicológica e cotidiana.
Outro detalhe que eu achei muito forte: Margaret Qualley interpreta Alex, enquanto Andie MacDowell vive Paula, mãe da protagonista. E as duas são mãe e filha também na vida real. Pelo que me disseram, isso deixa algumas cenas ainda mais intensas emocionalmente! Pelo trailer, dá para perceber...
A minissérie tem apenas 10 episódios e virou um fenômeno quando estreou em 2021. Ficou semanas entre as produções mais assistidas da Netflix e foi amplamente elogiada pela crítica, especialmente pela atuação de Margaret Qualley. Confesso que já estou me preparando psicologicamente para sofrer assistindo.
A segunda indicação foi praticamente unânime quando falei que queria algo inspirador para assistir no Dia das Mães.
“Self Made: A Vida e a História de Madam C.J. Walker” é baseada na trajetória real de Sarah Breedlove, mulher negra filha de ex-escravizados que se tornou uma das empresárias mais importantes da história dos Estados Unidos! Ela criou um império de produtos capilares voltados para mulheres negras em uma época marcada por racismo extremo, machismo e segregação.
Só essa premissa já seria forte o suficiente. Mas o que me deixou ainda mais curioso foi descobrir que a minissérie mistura drama familiar, ascensão social, empreendedorismo e conflitos pessoais em apenas quatro episódios. Dá literalmente para maratonar em uma tarde!
Octavia Spencer interpreta Madam C.J. Walker e, pelo que já vi de comentários e críticas, parece entregar uma atuação gigantesca. A própria produção teve participação de LeBron James como produtor executivo - algo que eu sinceramente não esperava descobrir quando comecei a pesquisar sobre a série.
Também achei interessante perceber que “Self Made” não tenta vender uma trajetória perfeita ou simples. A história fala sobre preconceito, competição no mercado da beleza, dificuldades financeiras e até rivalidades empresariais.
Além disso, existe uma camada muito bonita sobre independência feminina e legado familiar, o que me parece combinar bastante com a proposta do Dia das Mães. É aquele tipo de produção que provavelmente termina deixando a sensação de: “como eu não conhecia essa história antes?”.
E aí vem a indicação mais caótica da lista! “Behind Her Eyes” (“Por Trás dos Seus Olhos”) entrou na minha seleção porque praticamente toda pessoa que comentou sobre essa série falou a mesma coisa: “você NÃO está preparado para o final”.
A trama acompanha Louise, uma mãe solteira que começa um caso com o próprio chefe e, inesperadamente, cria amizade com a esposa dele. O que inicialmente parece um drama sobre traição vai se transformando, aos poucos, em um suspense psicológico cheio de manipulação, segredos e situações cada vez mais estranhas.
Até aí, tudo relativamente normal dentro do universo de thrillers da Netflix! Só que a série começa a mergulhar em elementos sobrenaturais ligados a sonhos lúcidos e projeção astral e aparentemente é aí que muita gente fica completamente obcecada.
O mais curioso é que “Behind Her Eyes” divide opiniões de um jeito quase fascinante. Tem gente que acha genial. Tem gente que acha completamente absurda. Mas praticamente todo mundo concorda que é impossível terminar sem querer comentar imediatamente com outra pessoa.
E talvez seja justamente por isso que achei perfeita para assistir acompanhado, ainda mais que a minha mãe ama um bom suspense.
A minissérie tem apenas seis episódios e foi baseada no livro homônimo de Sarah Pinborough, que já era conhecido pelo plot twist polêmico muito antes da adaptação da Netflix. Confesso que essa foi a única da lista em que eu parei de pesquisar no meio para não receber spoiler sem querer!
No fim das contas, percebi que o mais legal dessas indicações foi justamente o fato de nenhuma delas tratar maternidade de forma óbvia ou açucarada. Cada série fala sobre mães e mulheres de um jeito completamente diferente: sobrevivendo, empreendendo, fugindo, reconstruindo a própria vida, enfrentando traumas ou tentando proteger quem amam.
E talvez seja justamente isso que tenha me feito querer separar um tempo para assistir tudo com a minha mãe neste fim de semana!