Trend do TikTok que incita violência contra a mulher entra na mira da Polícia Federal; ex-’A Fazenda’, Yuri Meirelles pede desculpas após vídeo
Publicado em 10 de março de 2026 às 16:20
Por Matheus Queiroz | Notícias dos famosos, TV e reality show
Jornalista por vocação, apaixonado por música, colecionador de CDs e neto perdido de Rita Lee.
Na trend ‘Caso ela diga não’, homens mostram como agrediriam as companheiras caso elas recusassem um pedido de casamento.
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Yuri Meirelles, participante de “A Fazenda” que ganhou fama após estrelar um clipe de Anitta, foi um dos usuários que participou da trend “Caso ela diga não”, que simula golpes e agressões caso uma mulher recuse um pedido de casamento. O ex-peão apagou o vídeo e garante que se arrepende da publicação.

“Um ano atrás eu postei esse vídeo aqui no TikTok e hoje eu olho para trás e me dá uma vergonha absurda. Foi o maior absurdo que eu já postei na minha vida e eu vim aqui pedir perdão para vocês“, declarou Yuri.

Yuri definiu a publicação como “uma brincadeira, uma trend que estava tendo”. Em um relacionamento com a influenciadora Nathalia Valente, romance que teve início no reality da Record, ele garante não ter um comportamento violento com a companheira. “Trato ela como uma princesa, nunca sequer levantei minha voz contra ela. Acho a maior covardia do mundo um homem usar a força dele, a voz dele, pra impor respeito”, declarou.

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POLÍCIA FEDERAL VAI INVESTIGAR TREND ‘CASO ELA DIGA NÃO’

Após o caso de estupro coletivo contra uma menor da idade no Rio de Janeiro e o aumento exponencial de casos de feminicídio - foram 947 assassinatos registrados só em janeiro, a Diretoria de Crimes Cibernéticos da Polícia Federal (PF) abriu um inquérito para investigar os conteúdos da trend “Caso ela diga não”. Além disso, os perfis que postaram vídeos do tipo serão derrubados.

A PF confirmou a informação ao blog de Julia Duailibi, da GloboNews “No curso das diligências, a Polícia Federal solicitou à plataforma, a preservação dos dados e a retirada do material. Durante a análise, também foram identificados outros vídeos vinculados à tendência, que foram igualmente removidos. As informações reunidas serão analisadas para adoção das medidas cabíveis“, informa a instituição.

A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados também vai votar um requerimento para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) investigue a trend. O objetivo é responsabilizar criminalmente os autores dos vídeos por apologia à violência e, também, investigar o que as plataformas têm feito para coibir a circulação de conteúdos misóginos.

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Em nota enviada ao jornal Folha de S. Paulo, o TikTok afirmou que “não permite conteúdos de ódio, comportamento violento e de ódio ou promoção de ideologias de ódio“ e garante que vídeos que violam as diretrizes da plataforma são derrubados. “Nosso time de moderação segue atento e trabalhando para identificar possíveis conteúdos violativos sobre o tema.”

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