Virgínia Fonseca voltou a se envolver em uma polêmica nas redes sociais. Hospedada em um hotel ultraluxuoso em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, a influenciadora publicou nesta terça-feira (19) um vídeo em que aparece dando um selinho em um macaco - conteúdo que rapidamente viralizou e acabou associado por internautas ao ex-namorado, o jogador da Seleção Brasileira Vini Jr..
A repercussão ganhou força especialmente pelo histórico de ataques racistas sofridos pelo atleta ao longo da carreira no futebol europeu. Nas redes sociais, usuários acusaram Virgínia de “incitar racismo” ao compartilhar o vídeo logo após o término com o jogador.
Quem também comentou o caso foi Carla Akotirene, doutora em Estudos Feministas pela Universidade Federal da Bahia e consultora em Políticas Públicas. Em publicação nas redes sociais, a pesquisadora classificou a atitude da influenciadora como “racismo recreativo” e ainda relembrou a postura de Vini Jr. ao anunciar o fim do relacionamento, apontando traços de machismo no discurso do atleta.
“A gente já sabia, né? O machismo do Vini largou um ‘fica bem’ [expressão usada pelo jogador no pronunciamento sobre o término], mostrando-se em vantagem afetiva, conforme os padrões da Dominação Masculina. Pois, não importa se a Virgínia Fonseca é uma mulher branca hegemônica, a postura dele sempre a colocou como mercadoria, um fetiche ao estilo ‘posso ter a mulher que eu quiser’”, escreveu ela.
Na sequência, Carla relacionou o vídeo publicado por Virgínia às discussões raciais que tomaram conta das redes. “Virgínia beijou o macaco ciente de que já já vai beijar outro. Além do racismo recreativo, ela está dizendo que pode pegar o preto que ela quiser. Ops! O macaco que ela quiser… Machismo e racismo comem no mesmo prato, sim”, concluiu.
Nos comentários da publicação, internautas repercutiram a análise da pesquisadora. “Genial leitura!”, escreveu um perfil. Outra usuária acrescentou: “Com a sua permissão, me permita acrescentar que a ação da Virgínia de beijar na boca um animal silvestre, que jamais deveria ser usado como ‘pet’, reforça a objetificação e violência contra esses animais. Esse vídeo é devastador em muitas (senão todas) camadas”.
Houve também quem considerasse a atitude da influenciadora “baixo nível”. “Ela poderia ter deixado somente ele como machista e não competir para ver quem joga mais baixo. Horrível”, opinou um internauta. “Ainda bem que a gente te tem para nos ajudar nas leituras”, comentou outra pessoa em apoio à análise de Carla Akotirene.