Hoje ele é lembrado como o inesquecível Alexandre da novela "A Viagem", que está de volta à programação da Globo no "Vale a Pena Ver de Novo". Mas há exatos 10 anos, em uma entrevista crua e cheia de revelações à revista Playboy, Guilherme Fontes deixou os palcos, câmeras e tribunais de lado para falar de algo bem mais íntimo: sua primeira vez no sexo.
E o relato foi direto, sem floreios e com um peso desconcertante. “Minha iniciação sexual foi tão banal, tão simples. Era muito novo e peguei uma empregada”, disse o ator, em um dos trechos mais surpreendentes do bate-papo que rendeu polêmicas e muitos comentários chocados à época.
Fontes tinha apenas 11 ou 12 anos quando, segundo ele, tudo aconteceu. "Foi engraçado. Passei um fim de semana transando, não sabia nada, depois fui atacado de noite, ela dizendo que eu a tinha engravidado", revelou, classificando a experiência como traumática. “Foi horrível”, completou, sem entrar em mais detalhes sobre a identidade da mulher ou o desfecho do episódio.
A história, contada quase como uma anedota amarga, veio à tona em meio a uma entrevista muito mais ampla sobre sua carreira como diretor, o conturbado processo de realização do filme "Chatô, o Rei do Brasil" e os embates com figuras poderosas da política e da cultura nacional. Mas esse recorte íntimo revelou um lado inesperado do ator.
À época da entrevista, Guilherme Fontes também falou sobre o rótulo de galã que carregou ao longo dos anos 1980 e 1990, e como isso impactou sua vida pessoal e profissional. “Essa situação de galã é tão relativa, depende muito da Globo. Eles passam um tempo usando um ator, depois acabam com a imagem dele”, analisou.
A fama precoce, segundo ele, nunca o deslumbrava. Mas o rótulo de desejado o colocava sob constante vigilância. “Eu sempre tive muito medo de ficar o tempo todo no ar. Acho terrível que as pessoas tenham de olhar para a cara de um mesmo ator a todo momento”, disse.
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