“Ana Paula Renault é dona da Renault?”: essa pergunta registrou um aumento de 60% de buscas no Google nas últimas 24 horas, em meio ao sucesso do retorno da jornalista ao “BBB 26”. De antemão, a resposta é negativa. A sister é filha do advogado e político Gerardo Henrique Machado Renault, que, apesar de ser de família influente, não tem relação com a montadora de carros.
Geraldo é primo de Abgar de Castro Araújo Renault, ministro da Educação e Cultura na década de 1950, e Áureo Renault, secretário de Viação e Obras Públicas de Minas Gerais durante o governo de Juscelino Kubitschek.
Ainda nos anos 1950, Geraldo iniciou a carreira política como vereador. Ao longo das décadas seguintes, foi deputado federal, deputado estadual, secretário estadual de Agricultura e candidato a vice-governador.
Renault e suas variantes têm origem francesa. A primeira personalidade notável que o carrega é Renaud de Montauban, um herói francês do século XII. O sobrenome ganhou popularidade no Brasil no final do século XIX, quando imigrantes franceses chegaram ao país para fugir de cenários de instabilidade na Europa.
A marca de automóveis ganhou esse nome porque foi fundada por Louis Renault ao lado dos irmãos, em 1898. A primeira fábrica no Brasil foi inaugurada apenas um século depois, quando Ana Paula já tinha 17 anos.
Outra confusão de nomes no mundo dos famosos envolve Marina Ruy Barbosa. Muita gente acredita que ela tem algum grau de parentesco com o autor de novelas Benedito Ruy Barbosa. Os dois não são familiares, mas o sobrenome idêntico não é mera coincidência.
Marina é tataraneta do jornalista, político e jurista Rui Barbosa, homenageado pelo pai de Benedito ao batizá-lo. “O pai do Benedito admirava Rui Barbosa e colocou o nome do filho de Benedito Ruy. Mas o sobrenome da família dele é Barbosa. Então, não tenho nenhum parentesco com ele. Minha família não é do meio artístico", esclareceu a atriz.
Considerado um nome muito importante para o início do regime da República, Rui Barbosa ganhou notoriedade no século XIX como um dos principais defensores da abolição da escravatura no Brasil, além de ter sido militante pela educação e pela ciência. Quando o novo modelo político se instalou, o tataravô de Marina assumiu a pasta da Fazenda e da Justiça e ajudou a elaborar a Constituição de fevereiro de 1891.
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