Angélica completa 52 anos neste domingo (30) em uma excelente fase. A apresentadora comemora o sucesso de “Angélica Ao Vivo”, no GNT, e a realização do antigo desejo de equilibrar a vida pessoal e a carreira. Uma carreira bastante longa, diga-se de passagem. Ela começou aos 4 anos de idade e não parou.
O pontapé para a carreira de Angélica foi a situação mais traumática de sua infância. A casa onde a loira residia com os pais, Angelina e Francisco, em São Bernardo do Campo, Grande ABC, foi assaltada. Ela assistiu ao pai ser baleado.
“Foi um assalto grande, violento, meu pai ficou muito machucado, levou tiros, e eu, que acabei testemunhando tudo, fiquei totalmente traumatizada. Tão traumatizada que eu passei a não querer mais ver gente, não saía de casa, quando saía colocava uma manta na cabeça, para não ser vista”, relembrou Angélica em entrevista à revista Trip, em 2006.
Uma das poucas coisas que dava conforto à aquela menina era o programa do Chacrinha. “Eu ficava dançando na frente da TV, imitando as chacretes. Aí um dia, minha mãe perguntou se eu ia gostar de ir ao programa. E eu surpreendi a todos quando disse que adoraria. Minha mãe achou que era uma chance de me tirar de casa, de me fazer ver gente. E a gente foi. Sem marcar nem nada.”
Ciente de que se tratava de uma criança que tentava se livrar de um trauma, Chacrinha recebeu Angélica com todo carinho no estúdio. O apresentador, então, sugeriu que ela participasse do concurso “A criança mais bonita do Brasil”.
“Foi quase um tratamento psicológico. Foi. E aí ele me recebeu, me botou no colo, ficou conversando comigo, me relaxou, foi superfofo.”
Linda e carismática desde nova, Angélica avançou no concurso até chegar à grande final, de onde saiu vitoriosa. “Era um concurso eliminatório, então, se eu não fosse eliminada naquela semana, tinha que voltar na próxima. E eu não era eliminada, e continuava voltando. Passava pelo palco com uma plaquinha com meu nome na mão, sabe (risos)? Bom, aí aconteceu que eu ganhei o concurso. Virei a garota mais bonita do Brasil. Aos 4 anos (risos)”, relata.
O resto é história: com a visibilidade do concurso, Angélica foi contratada por uma agência de publicidade e, oito anos mais tarde, ganhou a primeira oportunidade como apresentadora de TV. “Depois de vencer o concurso, uma agência de publicidade de criança ligou pra minha mãe. Comecei a fazer comerciais sem parar. Fiz desfiles, fotos. Comecei a gostar daquilo, né? Menina, vaidosa, adorava ver minha foto na revista. Eu curtia isso”, gaba-se.