As pessoas mais bem-sucedidas conseguem responder 'sim' com sinceridade a essa pergunta; se você também o faz está no caminho certo
Publicado em 3 de agosto de 2026 às 10:20
De acordo com uma das especialistas mais reconhecidas do mundo em psicologia positiva e bem-estar, ter essa característica é essencial se você quiser alcançar seus objetivos
As pessoas mais bem-sucedidas conseguem responder 'sim' com sinceridade a essa pergunta; se você também o faz está no caminho certo Psicóloga de Yale revela como transformar o fracasso em um caminho para o sucesso e a felicidade O segredo das pessoas bem-sucedidas pode estar na forma como elas enxergam os próprios erros, diz especialista Laurie Santos explica por que errar pode fortalecer a confiança e acelerar o aprendizado Especialista em felicidade mostra como lidar com o medo de errar e desenvolver mais resiliência

Laurie Santos é cientista cognitiva, mas é mais conhecida como a “professora da felicidade” da Universidade de Yale. O seu curso "A psicologia e a boa vida" começou em 2018 e, no seu primeiro ano, quase um quarto dos estudantes de graduação se inscreveu. 

Ela esperava 250 pessoas e vieram 1.200, tornando-se o mais popular da história da universidade. Ela é uma palestrante viral do TED e tem um podcast interessantíssimo chamado "The Happiness Lab". Também é criadora do curso "The Science of Well-Being" no Coursera, e o objetivo da doutora é ensinar estratégias respaldadas pela ciência para viver vidas mais felizes e plenas.

A psicóloga Laurie Santos é diretora do Laboratório de Cognição Comparativa de Yale, onde participa de estudos científicos sobre bem-estar emocional, psicologia positiva e comportamento. Mas, antes de tudo isso, ela foi estudante. Nessa época, e tal como explica à CNBC, ela teve que apresentar o seu primeiro trabalho, e isso a aterrorizava. 

“Lembro-me de ter ficado sem palavras e de sentir que o meu coração ia sair pelo peito”, afirmava a própria Santos, acrescentando que teve tempo antes da apresentação para acalmar os nervos e organizar os pensamentos. O que ela considerou na época um grande fracasso foi a semente do seu sucesso ao falar em público hoje. 

Os nervos diante do fracasso a fizeram aprender, e é precisamente a mentalidade de crescimento que as pessoas de sucesso, como a própria Santos, têm em comum. As pessoas de maior sucesso são capazes de responder “sim” à pergunta: “Em algum momento da sua vida você sentiu que errar ou fracassar a fazia avançar pelo caminho certo?”. 

Se você também é capaz de responder afirmativamente e de forma sincera, parabéns.

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O fracasso orientado à mentalidade de crescimento

Segundo a especialista em felicidade, esses nervos no seu primeiro ano a acompanhavam toda vez que tinha que falar em público e fazer uma apresentação, e agora, quando sente ansiedade antes de um evento, sabe que vai superar porque já fez isso no passado. Ela já viveu essa experiência e sabe que, embora seja estressante, não vai matá-la. 

“Eu realmente tive que fracassar para aprender que era resiliente o suficiente, que podia superar uma experiência estressante e chegar ao outro lado”, afirma Santos.

Embora a ciência já tenha nos alertado que o fracasso não é o prenúncio do sucesso — ao menos não em 100% dos casos, como se pensou durante décadas —, Santos afirma que nos “esquecemos de que o fracasso é realmente um caminho para o sucesso”. 

A diferença é sutil, mas existe: você não precisa fracassar para triunfar, mas o fracasso pode estar dentro do caminho para o sucesso. A diferença radica na chamada “mentalidade de crescimento” e em como o fracasso pode fazer parte dela.

A psicóloga Carol Dweck, professora de psicologia da Universidade de Stanford, identificou em sua pesquisa duas mentalidades ou crenças fundamentais sobre os próprios traços que determinam como as pessoas abordam os desafios: a mentalidade fixa e a mentalidade de crescimento. 

A primeira faz alusão à crença de que as capacidades de cada pessoa estão predeterminadas ao nascer e que suas habilidades e talentos não podem mudar com o tempo. A segunda, por outro lado, a mentalidade de crescimento, é a crença de que você sempre pode melhorar e aprender mais, mesmo quando se trata de suas maiores forças, e que as habilidades e qualidades de cada pessoa podem ser cultivadas por meio do esforço e da perseverança.

A diferença entre ambas foi estudada, e as pessoas com mentalidade de crescimento tendem a aprender mais com seus fracassos, segundo mostram as pesquisas. Isso não significa que tenhamos que buscar ativamente o fracasso, porque, como dizíamos antes, tendemos a superestimar os benefícios do fracasso e a taxa de pessoas que alcançam o sucesso após um fracasso não é tão alta quanto acreditamos. 

Mas o que podemos fazer é ver as frustrações do fracasso como oportunidades de aprendizado. Encontrar o lado positivo em um momento ruim.

No caso de Santos, quando percebeu o quanto podia aprender com seus nervos ao falar em público, começou a usar esse sentimento inicial de fracasso como uma conversa motivacional antes de outras apresentações. 

Assim, em um exercício de diálogo interno positivo, ela diz a si mesma que esses nervos são bons e que “são apenas um sinal de que você vai melhorar”. Lembrete que a ajuda a passar por esse momento de estresse. 

O seu objetivo diante de qualquer fracasso é aprender e crescer o suficiente para não cometer o mesmo erro duas vezes. Ou seja, devemos ter uma mentalidade de crescimento.

Se você gosta do que a Santos diz, deixo por aqui ‘A ciência do bem-estar’, a aula mais popular da história da Universidade de Yale, que agora é gratuita para todo mundo e acumula mais de 4,5 milhões de inscritos. Vai mudar a sua vida.

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Viciada em novela desde criança, Clara é apaixonada por beleza, criada no teatro e troca qualquer programa por uma boa noite de fofoca.
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