Presa há quase 2 meses na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo, Deolane Bezerra segue tentando provar sua inocência. Mas neste sábado (18), a defesa da influencer teve uma nova derrota na Justiça. O Tribunal de Justiça de São Paulo negou mais um pedido de habeas corpus apresentado pelos advogados de Deolane, suspeita de ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
Em nota enviada à imprensa, Aury Lopes Jr., advogado que representa a influencer, afirmou que a defesa "recebe com serenidade" a decisão. Apesar disso, frisou: "Não nos conformamos e seguiremos lutando pela defesa da prerrogativa e da liberdade".
O defensor afirma ainda que seguirão lutando para que Deolane possa, ao menos, ocupar uma Sala de Estado-Maior, ou outra compatível, por sua condição de advogada. Em sua negativa, a desembargadora Renata Cantello, relatora do caso, justificou que Deolane, desde a sua prisão, está com a inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) suspensa e que, por este motivo, perdeu o direito de ficar detida em uma Sala de Estado-Maior.
Ainda de acordo com o advogado de Deolane Bezerra, "inspeções realizadas in loco pela OAB" constataram que a cela em que a influencer está "não corresponde ao que estabelece a legislação". Segundo familiares de Deolane, infestações de marimbondos e escorpiões foram detectadas, assim como outros problemas, como mofo e a comida fria que chegaria à detenta.
No entanto, a SAP alega que as celas têm 7.26m², acima dos 6m² previstos nas Diretrizes Básicas para Arquitetura Penal e que os colchões e as colchas aos quais Deolane utiliza passaram por troca recente e que a famosa tem acesso a dois laminados de espuma para ter mais conforto ao dormir. O órgão descartou ainda qualquer infestação de insetos ao afirmar que as dedetizações são periódicas.