A psicologia das cores analisa como as tonalidades que escolhemos expressam estados internos, inclusive quando não temos plena consciência disso. Em estudos sobre a relação entre cores, ansiedade e regulação emocional, especialistas observaram que as pessoas mais ansiosas - aquelas com tendência a pensar mais ou hipervigilância - tendem a preferir por três cores que transmitem cautela, autocontrole e necessidade de estabilidade.
O cinza com nuances azuis é um dos tons mais vinculados à ansiedade leve ou moderada. Na psicologia emocional se associa à pessoas que sentem uma mescla de inquietação e necessidade de serenidade.
Estudos publicados no "Journal of Environmental Psychology" indicam que esta cor reflete uma tendência a evitar estímulos intensos, buscando um entorno visual mais controlado. No entanto, seu caráter frio pode reforçar o estado ansioso se usado em excesso.
O bege com subtons frios aparece com frequência em pessoas que buscam neutralizar emoções intensas. Essa cor transmite resguardo e cautela, duas características comuns em pessoas ansiosas.
Do ponto de vista da psicologia comportamental, esse tom se relaciona com indivíduos que evitam correr riscos por medo de errarem ou serem julgados. Estudos da Universidade de Sussex mostram que este tom diminui a excitação, mas também pode refletir o medo da exposição social.
O azul escuro quando predomina nas roupas ou em espaços pessoais pode indicar introspecção intensa, tendência típica da ansiedade. Na psicologia das cores se vincula com pessoas que analisam demasiadamente cada situação, o que provoca agitamento mental.
Ainda que o azul se associa à calma, suas versões mais escuras podem favorecer o pensamento ruminativo, especialmente no contexto do estresse.
As cores não determinaram um diagnóstico, porém oferecem pistas sobre como alguém se sente ou como tenta se autorregular emocionalmente. Em pessoas ansiosas, estes tons com frequência expressam necessidade de contenção, controle e previsibilidade.
A psicologia das cores recorda que o objetivo não é trocar de tonalidade, e sim entender o que a cor revela e buscar ferramentas para melhorar o bem-estar emocional.