A morte repentina de Miguel Abdalla Netto, tio de Suzane von Richthofen, voltou a colocar o nome da condenada pelo assassinato dos próprios pais no centro de uma baita polêmica. Desta vez, porém, não por um novo processo criminal, mas por movimentações envolvendo o patrimônio deixado pelo médico, estimado em cerca de R$ 5 milhões, que acabaram ganhando grande repercussão nas redes sociais, claro.
Segundo Fábia Oliveira, do portal Metrópoles, neste sábado (31), Suzane adotou uma série de providências logo após a morte do tio. As informações, ao serem repercutidas pela página Choquei, no Instagram, provocaram uma avalanche de comentários, algo recorrente sempre que o nome da ex-detenta volta ao noticiário. Teve gente até acusando a ruiva de ter assassinado o parente! Aos detalhes:
De acordo com o que revelou Fábia, Suzane teria mandado soldar o portão da residência de Miguel, localizada no bairro do Campo Belo, zona sul de São Paulo. A decisão teria sido tomada após o imóvel ser invadido, episódio que teria causado prejuízos materiais.
Ainda segundo a colunista, a medida teria como objetivo evitar novas invasões e preservar os bens deixados pelo tio. No mesmo contexto, Suzane também teria retirado um veículo avaliado em mais de R$ 120 mil, levando-o para um local considerado seguro.
A jornalista informa ainda que Suzane apresentou documentos no processo de inventário, com o intuito de comprovar sua condição de herdeira do médico. Vale ressaltar que em nenhum momento a apuração aponta qualquer decisão judicial definitiva sobre a partilha dos bens. O inventário segue em tramitação, sem definição final sobre a divisão do patrimônio.
Miguel Abdalla Netto não deixou filhos, não era casado e já não tinha os pais vivos. Médico de profissão, ele era irmão de Marísia von Richthofen, mãe de Suzane, assassinada em 2002.
Um dado relevante veio à tona recentemente: Miguel não deixou testamento. A informação foi revelada pela coluna “True Crime”, do jornal O Globo, após uma checagem oficial realizada junto ao Colégio Notarial do Brasil – seção São Paulo.
Segundo a apuração do jornal, foram consultadas tanto a Central de Atos Notariais Paulista (CENASP) quanto a Central Notarial de Serviços Eletrônicos Compartilhados (CENSEC), e nenhum testamento em nome de Miguel Abdalla Netto foi localizado.
Com isso, a sucessão passa a seguir as regras da herança legítima, previstas em lei. Nesse cenário, formou-se uma disputa judicial. De um lado está Suzane von Richthofen, sobrinha consanguínea do médico. Do outro, Carmem, mulher que afirma ter mantido com Miguel uma união estável de quase 15 anos, condição que, caso seja reconhecida pela Justiça, pode lhe garantir direito à herança.
Até o momento, não há confirmação pública de que Suzane será a única beneficiária, nem de como o Judiciário irá se posicionar diante da documentação apresentada no inventário.
Pouco tempo depois da nota, o perfil Choquei repercutiu a informação em seu perfil do Instagram, gerando milhares de comentários divididos. Parte dos internautas adotou um discurso jurídico. “As pessoas confundem direito com moralidade. Independentemente do passado, cabe ao Judiciário decidir”, escreveu uma usuária. Outro comentou: “Não importa quem ela é, e sim o que diz a lei”.
Em contrapartida, muitos usuários reagiram com indignação e sarcasmo, retomando o crime de 2002. “O crime compensou”, escreveu um internauta, em comentário amplamente curtido. “Mais um capítulo dessa história que nunca acaba”, ironizou outro.
Também apareceram acusações especulativas, sem qualquer respaldo judicial. “Sério que ninguém desconfia que ela matou o tio?”, questionou um usuário. “Dessa vez ela foi mais cuidadosa”, escreveu outro. Memes e ironias completaram o debate, com comparações com filmes, piadas sobre “cuidado excessivo” com a família e comentários de tom provocativo.
Condenada pelo assassinato dos pais, Manfred e Marísia von Richthofen, em 2002, Suzane cumpriu cerca de 20 anos de prisão e passou ao regime aberto em fevereiro de 2023. O crime, cometido com a participação dos irmãos Daniel e Cristian Cravinhos, permanece como um dos casos mais emblemáticos da história criminal brasileira.
Desde que deixou o sistema prisional, Suzane mudou oficialmente de nome para Suzane Louise Magnani Muniz, casou-se, teve um filho em 2024 e tenta reconstruir a vida longe dos holofotes... algo que, na prática, não se concretiza, dada a repercussão constante de qualquer fato envolvendo seu nome.