Filme com Austin Butler vai ao ar nesta segunda-feira (26) na 'Tela Quente' da Globo, reacendendo o interesse por um ícone cuja morte foi marcada por decadência física e emocional. No auge da fama, Elvis Presley era o símbolo do vigor, do charme e da rebeldia dos anos 50 e 60.
Mas sua morte, em 1977, revelou uma realidade muito menos glamourosa. O cantor morreu aos 42 anos, vítima de um ataque cardíaco fulminante em sua mansão de Graceland, no Tennessee — uma despedida dramática e solitária do homem que, por décadas, incendiou multidões.
Nos anos que antecederam sua morte, Elvis já não era mais o mesmo. O artista enfrentava uma série de problemas de saúde, incluindo obesidade severa (chegou a pesar cerca de 160 kg), diabetes tipo 2, hipertensão, glaucoma e distúrbios intestinais. Sua rotina era marcada por isolamento e dependência de medicamentos controlados, muitos deles receitados por médicos coniventes com sua autodestruição silenciosa.
Logo após sua morte, surgiram rumores de overdose. E não sem motivo: foram encontrados dez tipos diferentes de medicamentos prescritos em seu corpo. No entanto, segundo o The New York Times, o legista Dr. Jerry Francisco, que conduziu a autópsia, declarou que a causa oficial da morte foi uma arritmia cardíaca provocada por uma doença cardíaca hipertensiva, com doença arterial coronariana como fator contribuinte.
Ainda de acordo com o jornal, o uso de drogas foi descartado como causa direta, embora a presença de substâncias controladas no organismo do cantor possa ter agravado o quadro clínico e acelerado o colapso do organismo.
Mesmo com uma morte cercada de polêmicas e decadência, o impacto cultural de Elvis nunca desapareceu. O cantor acumulou 18 hits em primeiro lugar nas paradas e vendeu mais de um bilhão de discos. Suas músicas, estilo e performances ainda influenciam artistas e fãs ao redor do mundo. O “Rei do Rock” continua sendo sinônimo de uma era de ouro da música norte-americana.
Após sua morte, Lisa Marie Presley, filha única de Elvis com Priscilla Presley, herdou a fortuna e a propriedade de Graceland. Na época, Lisa tinha apenas 9 anos. Com o falecimento do avô Vernon Presley e da bisavó Minnie Mae Hood Presley, respectivamente em 1979 e 1980, ela se tornou a única herdeira do legado Presley.
Infelizmente, Lisa Marie também teve uma vida marcada por tragédias, incluindo a perda de um filho e dificuldades financeiras. Ela faleceu em 12 de janeiro de 2023, aos 54 anos, após sofrer uma parada cardíaca, repetindo, de certa forma, o desfecho precoce do pai.
“Ela foi a mulher mais intensa, forte e amorosa que já conheci”, declarou Priscilla Presley à revista People, ao confirmar a morte da filha.
“É com o coração pesado que compartilho a devastadora notícia de que minha linda filha, Lisa Marie, nos deixou. Pedimos privacidade para lidar com essa perda profunda. Obrigada pelo carinho e pelas orações.”
O ator Austin Butler vive Elvis no filme dirigido por Baz Luhrmann, que será exibido nesta segunda-feira (25), na 'Tela Quente' da Globo. Para interpretar o ídolo, Butler mergulhou de cabeça no papel: mudou sua voz, seus trejeitos e até sua alimentação, adotando uma rotina curiosa para refletir o físico e a energia de Elvis nas diferentes fases da vida.
A performance rendeu ao ator indicações a grandes prêmios e foi amplamente aclamada por crítica e público. A produção também reacendeu o interesse por detalhes da vida — e da morte — do Rei do Rock.
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