O clima caótico do nosso país também se instaurou nas redes sociais... bom, mais especificamente, no meio artístico! José de Abreu, que anda incansável na cobrança contra artistas que se calam diante do cenário político ou dão opiniões controversas, rasgou o verbo sobre Erick Jacquin, chef do "MasterChef Brasil". O francês detonou o governo de Lula, candidato à reeleição, e usou termos que deram o que falar na web.
Ao responder a um veículo francês que cobria o Brasil, Jacquin disparou: “Vocês precisam se informar sobre a situação e a realidade do governo Lula. Ele destruiu o Brasil, e os jornalistas franceses estão cegos!!!! Parem de falar qualquer coisa, por favor”. Foi o suficiente para a web entrar em polvorosa e choverem críticas ao chef, com internautas apontando um possível tom xenofóbico na declaração.
“Volta para a França!”, disparou um perfil no Instagram. “Falou o bonitão que veio da França pro Brasil pq estava quebrado”, reagiu outro. “Destruiu tanto que ele não saiu do Brasil e volta pro país dele kkkkkk”, detonou mais uma pessoa.
Eita! Para além dos brasileiros anônimos indignados, Zé de Abreu também entrou na história e fez uma crítica contundente ao apresentador. No X, antigo Twitter, o ator, eternizado como Nilo em "Avenida Brasil", não deixou barato: “Isso é um poço de preconceito”, disparou, indignado.
Jacquin chegou ao país em 1994, durante o governo de Itamar Franco, e se estabeleceu profissionalmente em São Paulo em 1995, já na gestão de Fernando Henrique Cardoso. Na época, recebeu um convite para trabalhar no restaurante Le Coq Hardy e pretendia ficar por aqui apenas alguns anos. O plano mudou: ele se naturalizou brasileiro em 2003 e construiu uma carreira que o transformou em um dos rostos mais conhecidos da gastronomia na televisão.
Em março de 2024, o francês esteve com Lula e o presidente da França, Emmanuel Macron, durante um almoço no Palácio Itamaraty, em Brasília. Na ocasião, Jacquin elogiou a reaproximação diplomática entre os dois países. Lula ainda publicou um vídeo do encontro nas redes sociais e brincou com o sotaque do chef ao fazer referência ao famoso “tompero”.
A cordialidade, porém, não impediu que o histórico digital de Jacquin entrasse na conversa. Naquele mesmo período, o Poder360 revelou interações do chef com publicações críticas ao governo petista e à primeira-dama Janja da Silva.
Meses depois, em setembro de 2024, Jacquin falou sobre o assunto em entrevista à Folha de S.Paulo e tentou se desvencilhar dos rótulos políticos: “Não faço política. Não sou de esquerda, mas não sou de direita”, declarou. O chef também afirmou que receberia Lula ou Jair Bolsonaro em seu restaurante na condição de presidente.