Quando entramos em uma academia, vemos alguns aparelhos como se fossem feitos exclusivamente para determinado tipo de atleta.
É o caso dos trenós, equipamentos pensados para serem deslocados e que muitos associam àqueles jogadores de rúgbi ou futebol americano que buscam treinar percorrendo distâncias com muito peso sobre o corpo.
No entanto, ninguém imaginaria que eles poderiam ser grandes aliados da mobilidade dos joelhos.
Segundo o treinador Garrett Lunceford, arrastar o trenó para trás é uma das formas mais eficazes de combater os efeitos de passar o dia sentado diante da escrivaninha.
Além disso, ele afirma que, para quem tem problemas nas articulações, essa é uma ótima solução para aliviar a dor crônica nos joelhos, aquela inimiga silenciosa de quem também treina pesado durante a semana.
Ao contrário de boa parte do treinamento de força tradicional, o trabalho com trenó é praticamente todo concêntrico, ou seja, os músculos geram força sem passar pela fase excêntrica, que costuma ser responsável pela dor muscular no dia seguinte.
Isso significa que você pode adicioná-lo à sua rotina com mais frequência do que a maioria dos exercícios para a parte inferior do corpo, sem comprometer a recuperação.
Além disso, a possibilidade de ajustar a intensidade é tão simples quanto mudar o peso do trenó ou a velocidade dos passos, o que faz dele um exercício perfeito tanto para iniciantes quanto para quem já treina há anos.
O arrasto do trenó mantém uma tensão constante sobre os quadríceps, fortalecendo justamente os músculos que sustentam e estabilizam os joelhos.
Ele também ativa os glúteos e os isquiotibiais, grupos musculares que ficam adormecidos depois de oito horas diante da escrivaninha e que, sem que percebamos, são os primeiros responsáveis por uma postura inadequada e uma pisada fraca.
"Se você não tem acesso a um trenó ou tem dificuldade com o equilíbrio, pode se virar na esteira desligada e caminhar para trás", explica Lunceford. "Use os pés para empurrar a lona e você vai simular a mesma sensação de arrastar peso. Se precisar, segure-se nas laterais."
A respeito disso, o treinador Andrew Kouba compartilha a maneira correta de puxar o trenó. Para isso, ele recomenda um arnês de cintura caso você tenha problemas nos ombros, na parte superior das costas ou no pescoço.
Assim, mantendo o arnês ao redor da cintura, faça um agachamento e puxe o trenó, certificando-se de trabalhar os glúteos.
Mantendo essa posição, caminhe para trás pela distância determinada, tomando cuidado para pisar primeiro com a ponta dos pés e depois com o calcanhar, a fim de garantir tração a cada passo.
No fim das contas, o trenó não exige nada complicado: apenas constância e boa técnica para se tornar uma das ferramentas mais completas da sua rotina. Ele exige pouco das articulações e oferece muito em termos de resultados.