Nos dias de hoje, quando se pensa em segurança associamos a chaves, fechaduras e senhas. Porém, também podemos pensar em serenidade. Isso porque um provérbio vindo da filosofia chinesa diz: "A melhor porta fechada é aquela que pode que pode ser deixada aberta".
A frase tem ligação direta com esse pensamento: a proteção real não é aquela onde a desconfiança está em primeiro lugar e sim quando não se tem nada a esconder e muito menos a se temer.
Quando fechamos uma porta, normalmente tomamos uma atitude defensiva. Isso porque damos protenção a possíveis riscos que se encontram externamente. Em contrapartida, quando a porta fica aberta e nem nos importamos com isso significa que o interior está em paz com a própria pessoa.
Não se teme aqueles olhares dos curiosos uma vez que culpa, engano e segundas intenções não existem. Na rotina diária é comum se preocupar quando se tenta de forma contínua esconder alguma coisa. Pode ser desde uma insegurança a uma contradição até chegarmos a algo que nós mesmos avaliamos como inaceitável.
Dessa forma, as pessoas acabam realizando um esforço do controle da imagem para evitar que o outro consiga enxergar o que escondemos. E esse provérbio é convidativo para que façamos uma inversão de forma radical desse princípio.
Não queremos colocar "mais uma tranca na porta", mas sim de examinar o que nós guardamos atrás da porta fechada. Quando se opta por não esconder nada, não há motivo de permanecemos de guarda.
Isso não quer dizer que se deva expor de forma ilimitada a própria privacidade ou até mesmo passar a viver sem a intimidade. Abrir uma porta não quer dizer que abusos possam ser cometidos, trata-se de uma metáfora cuja base é a autoconfiança.
O que queremos dizer é que apenas aquelas pessoas com segurança interna podem abrir mão de viverem se defendendo. Os que não possuem medo de serem enxergados têm condições de um período de descanso quando "abrem a porta".
Reforçamos: porta aberta nada mais é do que uma condição de força que uma pessoa tem onde o medo não tem vez. Ou seja, não tem nada a ver com ficarmos vulneráveis e desprotegidos.
Dessa forma, o provérbio chinês não faz promessa de viver em um mundo o risco não existe, porém que existem maneiras de vivermos sem ficarmos paranoicos. A vida é feita sempre de situações que envolvem incertezas, imprevisibilidade e mudanças, mas nem por isso é necessário que se faça um muro ao nosso redor.
Concluindo: não se deve abrir a porta que está relacionada à confiança sem limite, acreditando que só coisas boas vão acontecer. Por outro lado, a porta da confiança, onde a traição interna não tem vez, deve ser mantida aberta.
Não havendo espaço para um conflito entre o que se exibe e aquilo que é verdadeiro de fato.