Bob Dylan, músico e ganhador do Prêmio Nobel de Literatura, de 85 anos: 'A paixão é coisa de gente jovem; os mais velhos devem ser mais sábios'
Publicado em 5 de outubro de 2026 às 18:21
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Em entrevista de 2015, o cantor e compositor refletiu sobre envelhecer e reconhecer as mudanças que acompanham cada fase da vida
Bob Dylan, músico e ganhador do Prêmio Nobel de Literatura, de 85 anos: 'A paixão é coisa de gente jovem; os mais velhos devem ser mais sábios' Aos 85 anos, Bob Dylan é um dos nomes mais influentes da música popular A trajetória de Bob Dylan atravessa o folk, o blues e o rock, com obras que marcaram gerações. Em 2016, recebeu o Prêmio Nobel de Literatura, um reconhecimento à força poética de sua produção musical Em uma entrevista concedida a Robert Love, publicada pela AARP em janeiro de 2015, Dylan explicou que, depois de certa experiência de vida, seria preciso deixar algumas coisas para os jovens e evitar tentar agir como eles 'A paixão é coisa de gente jovem; os mais velhos devem ser mais sábios', falou o músico na ocasião

Aos 85 anos, Bob Dylan é um dos nomes mais influentes da música popular. Desde os anos 1960, o cantor e compositor americano ampliou as possibilidades das letras de canções, aproximando música, poesia e comentários sobre a sociedade.

Sua trajetória atravessa o folk, o blues e o rock, com obras que marcaram gerações. Em 2016, recebeu o Prêmio Nobel de Literatura, um reconhecimento à força poética de sua produção musical.

Uma reflexão sobre envelhecer

Assim como suas músicas, algumas declarações de Dylan convidam a pensar sobre a vida. Uma delas apareceu em entrevista a Robert Love, publicada pela AARP em janeiro de 2015, no período de divulgação do álbum “Shadows in the Night”.

Na conversa, o entrevistador observou que suas composições mais recentes abordavam o envelhecimento e lembrou que ele, então com 73 anos, já era bisavô.

Foi nesse contexto que Dylan afirmou: “A paixão é coisa de gente jovem; os mais velhos devem ser mais sábios”. 

Na sequência, explicou que, depois de certa experiência de vida, seria preciso deixar algumas coisas para os jovens e evitar tentar agir como eles.

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A experiência como guia

Uma leitura possível da declaração é que amadurecer envolve reconhecer mudanças e usar a experiência para orientar escolhas. A paixão, nesse contexto, pode ser entendida como o ímpeto de agir com intensidade, enquanto a sabedoria convida a considerar limites e consequências.

No cotidiano, essa perspectiva pode ajudar a lidar com expectativas que já não combinam com nossas necessidades. Um objetivo que parecia indispensável aos 20 anos pode perder espaço mais tarde, enquanto outros interesses ganham importância.

Permitir essa mudança é uma maneira de reconhecer que nossas vontades também se transformam ao longo da vida.

Essa leitura convida a trocar a cobrança de manter o mesmo ritmo pela liberdade de escolher o que merece nossa atenção. Amadurecer também pode ser aprender a respeitar o próprio tempo.

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Por Paula Alves | Colaboradora
Jornalista apaixonada por cinema, streaming e entretenimento. Sempre em busca de boas histórias para contar.
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