Há algo que a inteligência artificial não pode ensinar a você, e essa é uma habilidade que os líderes levam em consideração
Publicado em 10 de agosto de 2026 às 16:02
Há algo que a inteligência artificial não pode ensinar, e é uma habilidade que está cada vez mais no radar dos líderes
Há algo que a inteligência artificial não pode ensinar a você, e essa é uma habilidade que os líderes levam em consideração Segundo o relatório State of the Global Workplace 2026, da Gallup, 44% dos trabalhadores em todo o mundo relatam níveis significativos de estresse diariamente Cada vez mais líderes valorizam uma habilidade específica para sobreviver e crescer em ambientes de alta pressão: a resiliência emocional Segundo o pesquisador de psicologia positiva Declan Edwards, não se trata de suportar qualquer coisa no trabalho, mas de desenvolver hábitos que nenhuma ferramenta de inteligência artificial pode desenvolver por nós A resiliência emocional está ligada a estar atento às suas emoções, enxergar o lado positivo da situação e cuidar da qualidade dos vínculos pessoais

Sabemos muito bem que, hoje mais do que nunca, o estresse no trabalho está em seu nível mais alto em mais de uma década: segundo o relatório State of the Global Workplace 2026, da Gallup, 44% dos trabalhadores em todo o mundo relatam níveis significativos de estresse diariamente.

Nesse contexto, cada vez mais líderes falam sobre uma habilidade específica para sobreviver e crescer em ambientes de alta pressão: a resiliência emocional.

Não se trata de ter mais resistência ou de suportar qualquer coisa no trabalho, mas de desenvolver hábitos que nenhuma ferramenta de inteligência artificial pode desenvolver por nós, explica Declan Edwards, pesquisador de psicologia positiva.

O primeiro hábito tem a ver com a introspecção constante: muitas pessoas tratam suas emoções como um aplicativo rodando em segundo plano, algo que só verificam quando o sistema já entrou em colapso.

O problema é que, a essa altura, já é tarde, porque é muito mais fácil administrar o estresse quando ele está apenas começando do que quando se acumula há meses.

Edwards também aponta algo que ganha ainda mais relevância na era da IA: cada vez mais pessoas procuram respostas do lado de fora, em um mecanismo de busca ou em um chatbot, em vez de ouvir a própria intuição por meio de práticas como a meditação ou a escrita de um diário.

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Outro dos hábitos consiste em enxergar o lado positivo da situação, sem fechar os olhos para a realidade, usar lentes cor-de-rosa ou fingir que está tudo bem.

Mesmo nos momentos mais difíceis, convivem pequenas conquistas, gestos de carinho ou motivos para agradecer, e aprender a percebê-los não diminui o peso do que é difícil.

Uma ferramenta simples para isso é fazer uma auditoria de gratidão no fim do dia, identificando três coisas que deram certo e perguntando a si mesmo por que elas aconteceram.

Essa prática tira o cérebro do estado de alerta constante e permite enxergar recursos e avanços que, de outra forma, passariam despercebidos.

O terceiro hábito talvez seja o mais revelador: a resiliência não é um projeto que se resolve sozinho. O Harvard Study of Adult Development, o mais longo estudo sobre felicidade já realizado, descobriu que o melhor indicador de uma vida longa e satisfatória não é o dinheiro, a fama nem o quociente de inteligência, mas a qualidade dos vínculos pessoais.

As pessoas que lidam melhor com ambientes de alta pressão não carregam o peso sozinhas: elas se apoiam em sua rede de relacionamentos e entendem que o bem-estar também é construído em conjunto, algo particularmente importante em uma época marcada pela solidão e pelo isolamento.

Como você deve ter percebido, nenhum desses três hábitos depende da tecnologia, e é justamente aí que está a chave: a inteligência artificial pode otimizar processos ou até mesmo sugerir respostas, mas não pode sentar para fazer uma introspecção por alguém, nem construir vínculos genuínos, nem decidir agradecer por algo em meio a um dia ruim.

Por isso, cada vez mais líderes prestam atenção à resiliência emocional: não como uma moda do bem-estar corporativo, mas como uma vantagem competitiva real para equipes que enfrentam pressão constante.

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Por Paula Alves | Colaboradora
Jornalista apaixonada por cinema, streaming e entretenimento. Sempre em busca de boas histórias para contar.
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