Jonas Sulzbach comemora 40 anos neste sábado (07), novamente confinado na casa mais vigiada do Brasil. Além do sucesso como modelo e influencer fitness, a vida do participante do “BBB 26” também é marcada por uma tragédia: em 2012, seu irmão caçula, Rafael Noronha, foi assassinado com nove tiros.
O crime aconteceu em junho, cerca de três meses depois de Jonas deixar o “BBB 12” em terceiro lugar. O corpo de Rafael foi achado perto de um campo de futebol em Lajeado, no Vale do Taquari, no Rio Grande do Sul.
Na época, o delegado responsável pelo caso, Silvio Huppes, disse que a morte era tratada como execução. Rafael era usuário de drogas, tópico que Jonas chegou a abordar durante o confinamento no “BBB 12”. Segundo o modelo, a família chegou a interná-lo cerca de 25 vezes.
A Polícia trabalhou em duas linhas de investigação. A primeira indicava uma possível dívida sobre drogas. Já a segunda levantava a suspeita de que Rafael teve um envolvimento amoroso com a esposa de um traficante que estava preso. Jonas chegou a concordar publicamente com esta teoria.
“Tudo leva a crer que foi por causa de uma mulher que ele estava envolvido que tinha um parceiro do mal. Ele já tinha sofrido ameaça dessa pessoa pra se afastar dela”, declarou Jonas em entrevista ao portal OFuxico.
Na mesma reportagem, Jonas apontou que a Polícia estava “com medo de ir a fundo no caso”. “Ouvi dizer que a Polícia tem medo de se envolver com esse pessoal da pesada da minha cidade. É complicado”, declarou.
Não existem registros públicos ou reportagens que confirmem a motivação do assassinato de Rafael.
Jonas falou sobre as tragédias que marcaram sua vida durante apresentação aos outros brothers do “BBB 26”. Ele revelou que sua mãe sofria violência doméstica do pai de Rafael, que era usuário de drogas.
“Depois que meu irmão nasceu, esse cara transformou nossa vida em um inferno, porque ele começou a usar droga. Era droga em cima de droga. Eu era uma criança. Tudo foi se agravando quando ele começou a bater na minha mãe. Eu cresci vendo minha mãe apanhando, sofrendo”, lembrou Jonas.
Jonas conta que, enquanto sua carreira como modelo decolava em São Paulo, sua mãe lidava com a dependência química do outro filho. “Nesse tempo todo em que as coisas estavam acontecendo comigo, meu irmão estava se afundando nas drogas, igual ao pai dele. A vida da minha mãe era ficar em clínica, internando, tentando de tudo, como toda mãe faria.”
Jonas lembrou que o assassinato do irmão aconteceu meses após a participação no “BBB 12”. “Minha vida foi do céu ao inferno em três meses. No melhor ano da minha vida, nada mais valia. A gente recebeu uma ligação, o delegado falou: ‘o Rafael morreu’. Foi muito difícil, minha mãe entrou em uma depressão profundíssima”, lamentou.