A comoção gerada pela trágica morte da brasileira Juliana Marins, de 26 anos, na Indonésia, escalou para uma forte mobilização digital que agora tem como alvo direto o presidente do país, Prabowo Subianto. O perfil oficial do mandatário no Instagram (@prabowo) passou a ser invadido por brasileiros revoltados com a condução do caso por parte das autoridades locais.
A jovem publicitária caiu durante uma trilha no Monte Rinjani, em Lombok, no último sábado (21), após ser deixada para trás pelo grupo com o qual caminhava. A operação de resgate levou quatro dias, e só após pressão popular e mobilização de voluntários é que houve avanço na tentativa de salvamento, infelizmente, sem sucesso. Juliana foi encontrada morta na terça-feira (24), a mais de 650 metros de profundidade.
Nesta quarta-feira (25), a ex-atriz e psicóloga Cecília Dassi usou seu perfil no Instagram para compartilhar um relato incentivando a responsabilização direta das autoridades envolvidas.
O texto também classifica a revolta dos brasileiros como "uma forma de amor pela vida". "A raiva de vocês é uma forma de amor pela vida. E aqui na Indonésia, vemos isso como uma força poderosa — uma pressão que finalmente pode obrigar nosso governo a assumir responsabilidade", diz a nota.
Na sequência, perfis de autoridades como o presidente e a administração do Parque Nacional do Monte Rinjani foram divulgados. "Se você quiser expressar a sua raiva, direcione-se para onde realmente importa. Marquem eles, cobrem. Exijam. Responsabilização", complementa a carta.
A repercussão foi imediata. No Instagram de Prabowo, dezenas de brasileiros comentaram postagens recentes do presidente com mensagens exigindo justiça por Juliana. O tom das mensagens varia entre tristeza, indignação e revolta com a demora do socorro. "Nunca visitem esse país", expressou uma pessoa nos comentários do último post do presidente. "Quanta tristeza e falta de resiliência. Se dependesse do governo, nem sequer o corpo seria resgatado", disparou outra.
"Estão acostumados a deixar turistas morrer, mas aqui é Brasil. Justiça por Juliana", publicou mais um nome revoltado. "Vocês realmente pensaram que uma brasileira morreria e nós ficaríamos quietos? Não aqui! Isso é Brasil", pontuou outro. Em resposta, diversos indonésios estão reagindo defendendo o político. "O mais nojento é ver esses gringos lambendo um cara que deu a mínima para uma MENINA de 26 anos. Revoltante", analisou mais um brasileiro.
Em post publicado no mesmo dia, a família de Juliana afirmou que a jovem foi vítima de negligência e que, se o resgate tivesse sido realizado dentro das sete horas estimadas, ela ainda estaria viva. A operação, no entanto, foi considerada lenta, confusa e ineficaz.
A indignação não é apenas pela tragédia em si, mas pela falta de estrutura, de prevenção e de resposta imediata por parte das autoridades indonésias. E essa cobrança, como vem demonstrando a mobilização virtual, está só começando. Abaixo, o perfil do presidente: