A nova fase de Kate Middleton e do príncipe William em Windsor, Inglaterra, está longe de ser apenas uma mudança de endereço. Apontada como a “casa definitiva” do casal, a mansão escolhida pelos príncipes de Gales trouxe à tona um tema delicado, pouco visível ao público, mas central para a monarquia britânica: segurança extrema e o impacto direto que ela causa na vida de quem mora ao redor.
Segundo especialistas, há um motivo considerado “sinistro” para que o novo imóvel conte com “quartos seguros”, ambientes reforçados para situações de emergência. Essas mesmas medidas, no entanto, vêm gerando “sacrifícios e inconveniências” aos vizinhos, como restrições de circulação e mudanças na rotina em áreas antes abertas ao público!
Kate e William deixaram o Adelaide Cottage para se mudar para o Forest Lodge, dentro do Windsor Great Park. A residência é significativamente maior, oferecendo mais espaço para o casal e os três filhos - príncipe George, princesa Charlotte e príncipe Louis - e foi descrita como o lar definitivo da família.
Com a mudança, no entanto, moradores da região passaram a relatar incômodos causados pelo reforço na segurança: áreas que antes eram livres agora estão cercadas, trilhas foram fechadas e até passeios rotineiros precisaram ser alterados.
Em artigo publicado no Daily Mail, o ex-chefe do Comando de Proteção Real, Dai Davies, afirmou que as restrições não são exageradas e muito menos arbitrárias. “A realidade é muito mais sinistra”, escreveu o especialista ao comentar a criação de uma zona de exclusão de aproximadamente 9 km ao redor da nova residência da família real.
Segundo Davies, o fechamento de determinadas áreas do Windsor Great Park é consequência direta de preocupações sérias com segurança, e não apenas uma questão de privacidade ou conforto da realeza.
“É compreensível que caminhantes, donos de cães e alguns vizinhos estejam irritados pelo fato de áreas que antes eram abertas a todos agora estarem cercadas. Mas o direito de circular livremente não é mais importante do que a necessidade da família real de se proteger contra terroristas e outras pessoas com intenção de causar danos”, explicou.
De forma prática, os chamados “sacrifícios” citados pelo especialista envolvem perda de acesso a áreas verdes, mudanças em trajetos comuns e restrições de circulação em zonas próximas à mansão. Davies ressalta que esse tipo de medida é considerado inevitável, especialmente por conta da posição que William e seus filhos ocupam na linha de sucessão ao trono britânico.
“O príncipe William é o herdeiro direto, e seus três filhos também estão no topo da linha de sucessão. Isso exige o mais alto nível de proteção possível”, afirmou. “Todo o país tem o dever de mantê-los seguros e, inevitavelmente, isso às vezes significa sacrifícios e inconvenientes", continuou.
Embora os detalhes do esquema de segurança do Forest Lodge não sejam divulgados oficialmente, Dai Davies afirmou que seria surpreendente se a residência não contasse com salas projetadas para resistir a ataques externos.
Esses espaços, conhecidos como “quartos seguros”, têm uma função clara: ganhar tempo em situações de risco extremo, permitindo que todos fiquem protegidos até a chegada ou atuação da equipe de segurança. “Essas salas só são úteis se a equipe de proteção tiver tempo suficiente para levar todos para dentro”, explicou o especialista.
É justamente por isso que o isolamento da área ao redor da mansão é visto como essencial. Segundo Davies, o objetivo da zona de exclusão é simples e vital. “A polícia espera maximizar o tempo disponível para reagir a qualquer ameaça potencial. Mais distância significa mais tempo. E tempo salva vidas", acrescentou.
O ex-chefe do Comando de Proteção Real também chamou atenção para o contexto atual, afirmando que membros da família real enfrentam hoje ameaças vindas de mais lados do que em qualquer outro momento da história.
“A ameaça terrorista é constante e está piorando. Qualquer pessoa que veja o cordão de segurança no Windsor Great Park apenas como uma questão de direito de passagem simplesmente não entende o mundo em que vivemos hoje”, concluiu.