A divulgação de um novo lote de documentos ligados ao caso Jeffrey Epstein voltou a movimentar o noticiário internacional e, desta vez, também colocou o nome de Luciana Gimenez no centro das discussões nas redes sociais brasileiras. Eita, minha gente!
A apresentadora aparece mencionada em arquivos financeiros associados à investigação conduzida pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, o que gerou forte repercussão online e uma série de questionamentos do público.
Os documentos fazem parte de um amplo conjunto de materiais tornados públicos a partir de 2025, em um esforço das autoridades norte-americanas para ampliar a transparência sobre a rede de relações mantida por Epstein, empresário acusado de comandar um esquema de tráfico sexual envolvendo meninas menores de idade. Ele morreu em 2019, pouco antes de ser julgado.
De acordo com a jornalista e escritora Juliana Moreira Leite no X, antigo Twitter, o nome de Luciana aparece vinculado a operações bancárias de valores elevados, em arquivos relacionados ao caso Epstein. Nos prints, documentos da Justiça dos EUA são mostrados e revelam extratos financeiras que indicam transferências feitas em anos distintos, como 2014, 2018 e 2019 - esta última ocorrendo meses antes da prisão do empresário nos Estados Unidos.
Em pelo menos um dos registros, o valor associado à transação chega à casa dos milhões de dólares. No entanto, os próprios documentos não esclarecem a origem exata dos recursos, nem detalham a motivação das transferências. Também não há, até o momento, qualquer acusação formal contra a apresentadora.
Outro ponto que chamou atenção foi a presença do nome dos filhos de Luciana Gimenez em documentos financeiros distintos, igualmente sem contextualização pública sobre a finalidade dos registros.
Vale reforçar que constar em arquivos do caso Epstein não equivale a envolvimento em atividades criminosas. O Departamento de Justiça dos EUA já afirmou que a divulgação tem como objetivo mapear relações, fluxos financeiros e conexões mantidas pelo empresário ao longo de décadas... muitas delas sociais, comerciais ou circunstanciais.
Até agora, nenhuma denúncia ou processo foi aberto contra Luciana Gimenez a partir desses documentos. O material divulgado tampouco apresenta indícios diretos de ilegalidade envolvendo a apresentadora.
Mesmo sem acusações formais, o assunto ganhou força no X (antigo Twitter). Usuários questionaram valores, datas e a natureza das transações, enquanto outros defenderam cautela e lembraram que Epstein mantinha contato com centenas de pessoas influentes ao redor do mundo, sem que isso implicasse, necessariamente, participação em seus crimes.
"O pai do filho dela tá na lista, não quer dizer que ela esteja envolvida, mas ele pode ter mandado dinheiro pro garoto por meio do Epstein, que supostamente seria um cara das finanças, esse era o 'disfarce' dele", escreveu um usuário na plataforma. "Muita calma nessa hora, nem todos citados na lista tem comprometimento suspeito com o predador. Há de se apurar antes de julgar", disse outro.
Os arquivos divulgados recentemente também reacenderam discussões sobre o interesse de Jeffrey Epstein no Brasil. Documentos indicam que o empresário teria avaliado investir em concursos de modelos no país, apontando não apenas retorno financeiro, mas também o chamado “acesso direto” às participantes - um trecho que levanta alertas, mas que, até o momento, permanece no campo das intenções registradas em papéis, sem comprovação de execução.
Jeffrey Epstein morreu em uma prisão de segurança máxima em 2019, em circunstâncias oficialmente tratadas como suicídio, embora o caso ainda gere controvérsias. Desde então, vítimas, familiares e a opinião pública cobram respostas sobre quem integrou sua rede de influência e como ela operava.
A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, afirmou que novas liberações de documentos fazem parte de um compromisso institucional com a transparência. O próprio Departamento de Justiça, porém, reconhece que parte do material segue sob sigilo e que novas informações podem surgir.
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