Chocando zero pessoas, Matheus foi o segundo eliminado do “Big Brother Brasil 26” na noite desta terça-feira (27). O sulista deixou o jogo com alto índice de rejeição - e após um discurso poderosíssimo de Tadeu Schmidt! - direto para o “Bate-Papo BBB”, comandado por Gil do Vigor e Ceci Ribeiro.
Na entrevista, ele “refletiu” (se é que podemos chamar assim) sobre a polêmica envolvendo o termo “patroa”, respondeu às acusações de homofobia e ainda admitiu ter enfrentado problemas com as próprias fezes no Quarto Branco. Gente...?
Dentro do confinamento, Matheus levantou uma pauta extremamente perigosa ao falar da amizade entre Milena e Ana Paula Renault. Em mais de uma ocasião, o agora ex-brother deu a entender que a pipoca - uma mulher preta que trabalha como babá fora do jogo - mantinha uma relação de serviência com a veterana, colocada por ele no papel de “patroa”.
Para reforçar a narrativa, chegou a citar o filme “Corra!”, que denuncia o racismo estrutural praticado por uma família branca contra um homem preto, como comparação entre as duas.
Questionado pelos apresentadores e ao rever as imagens após a eliminação, Matheus insistiu que considera mais “pesado” ter sido chamado de “lixo” por Ana Paula ao vivo do que ele ter usado o termo “patroa”. Até demonstrou arrependimento, mas passou praticamente toda a fala reforçando que apenas “se expressou mal”, enquanto continuava defendendo a ideia de que a loira é “soberana” dentro da casa.
“Cara, acredito que eu coloquei errado. Talvez meus pensamentos intrusivos eu tenha expressado com falas. Mas eu vejo uma soberania da Ana Paula na casa, e isso me incomodou. Eu me senti induzido a estar com ela antes do Sincerão, mas me arrependo de ter usado essa palavra. Acredito que a Milena tem um brilho e capacidades enormes, é favorita pra ganhar o programa, mas ela é ofuscada pela Ana Paula”, declarou.
Em outro momento, seguiu relativizando:
“Não conheço ela [Ana Paula] aqui fora e não quero levar rancor, mas no jogo eu vi uma pessoa que se orgulha de ser cobra, e acho perigoso. Eu tive momentos no banheiro em que ouvi ela falar: ‘não gosto de gente’. A palavra ‘lixo’ foi muito pesada, comparada à ‘patroa’… A questão do ‘lixo’ mexe muito com a dignidade da pessoa".
Tudo isso sem praticamente nenhum pensamento crítico sobre as camadas raciais e sociais envolvidas nas próprias falas que ele produziu.
Além disso, Matheus também foi alvo de críticas por reproduzir estereótipos sobre homens gays e por cantar um hino homofóbico perto de Marcelo, que ficou visivelmente desconfortável. Sobre o episódio, ele novamente encontrou uma forma de se colocar como alguém “desavisado”.
“Não sabia que tinha sido o Marcelo atingido. Eu tinha uma visão totalmente inocente do ato, porque fiz na Casa de Vidro e não repercutiu negativamente. É algo que eu não tenho propriedade pra falar. Se machuca ou não o Marcelo, ele tem o direito de se sentir machucado. O Breno me explicou de uma maneira que eu compreendi. Ele não se sentiu afetado, mas poderia ter afetado as pessoas aqui fora", expressou.
Mais uma vez, o peso da situação foi deslocado para a reação do público.
“Eu observei que entrar no BBB exige muita responsabilidade com quem tá enxergando do sofá. Esse foi meu maior erro: tanto no ‘patroa’ quanto no desfile. Foi meu maior erro me expressar de maneira não natural, porque não é natural eu ser homofóbico!”, completou.
Para fechar o combo surreal, Matheus confirmou que foi o responsável por defecar na parede do Quarto Branco:
“O banheiro era desse tamanho… minúsculo. Eu não entendi o que tava acontecendo e nem vi. Quando fui observar o Ricardo com aquele negócio [fezes na roupa], eu falei: ‘P*rra, só pode ter sido eu’. Mas, cara, que loucura…”.
Que pós-eliminação, hein!?