Max Tovar não é exatamente uma novata no universo espiritual, mas foi nos últimos anos, após se tornar uma das principais referências de autoconhecimento entre celebridades, que seu nome ganhou projeção nacional. Cosmoterapeuta, xamã e criadora do método do “mapa gestacional”, ela atua há mais de três décadas conduzindo retiros, imersões e mentorias que unem práticas energéticas, exercícios de observação interna e técnicas de reprogramação emocional.
Foi nesse caminho que sua trajetória se cruzou com a de Anitta. Indicada à cantora por amigas como Fernanda Souza, Max se tornou uma espécie de bússola espiritual para a artista, que relatou publicamente transformações profundas em sua vida após vivenciar um retiro guiado pela mentora.
Essa relação continua presente em "Musculatura da Alma", livro recém-lançado por Max, que traz prefácio e 33 meditações narradas pela própria Anitta!
"Musculatura da Alma" apresenta uma proposta de fortalecer aquilo que sustenta o nosso espírito. Dividido em 33 capítulos que dialogam simbolicamente com as vértebras da coluna, o livro combina teoria, prática e contemplação.
Cada etapa oferece exercícios, reflexões e espaços para escrita, com o objetivo de ajudar o leitor a identificar padrões emocionais, transformar hábitos e encontrar mais equilíbrio em meio à pressa e à ansiedade que marcam o cotidiano moderno.
A obra funciona como um guia de autogestão emocional e energética, pensado para quem já está familiarizado com espiritualidade, mas também para quem nunca teve contato com o tema.
"Penso nas 33 vértebras como uma estrutura que nos sustenta por dentro. Assim como a coluna permite que a gente fique de pé e se mova pelo mundo, cada vértebra do livro representa um passo que fortalece nossa vida emocional e mental. Não é preciso qualquer conhecimento espiritual para entender. Basta imaginar que, para viver com equilíbrio, precisamos cuidar do que nos dá firmeza e direção", explicou ela em entrevista exclusiva ao Purepeople Brasil.
Ainda no bate-papo, Max foi direta ao escolher qual prática de "Musculatura da Alma" considera ideal para quem deseja iniciar 2026 com mais foco e serenidade. Segundo ela, não é preciso nada complexo: basta constância e intenção.
"Eu recomendaria o exercício da intenção diária. Antes de entrar no ritmo acelerado do dia, separar alguns minutos para respirar, aquietar e escolher qual intenção vai guiar suas ações: presença, gentileza, coragem, foco. Essa escolha simples muda a forma como reagimos, como nos relacionamos e como conduzimos o cotidiano", expressou a estudiosa.
"Quando feita com constância, essa prática fortalece nossa estrutura interna enos lembra que temos mais autonomia do que imaginamos sobre o próprio estado emocional. É um começo pequeno, mas muito poderoso para construir o ano com mais clareza e equilíbrio", garantiu a xamã.
A proposta funciona quase como um ajuste fino energético: antes das demandas, antes do celular, antes das urgências, definir qual estado emocional será o fio condutor do dia. Um exercício que, segundo Max, “fortalece a estrutura interna” e devolve ao indivíduo parte da autonomia perdida em meio ao excesso de estímulos.
Dentro da lógica apresentada no livro, a intenção diária atua como um ponto de ancoragem. Ao escolher conscientemente um foco, seja coragem, paciência ou presença, o leitor direciona seu comportamento e reduz a tendência ao “piloto automático”, um dos padrões mais citados por Max em seu método.
É também uma forma de criar, ao longo do tempo, um caminho emocional mais estável. Ao repetir o exercício, a pessoa passa a reconhecer como quer se posicionar no mundo, em vez de apenas reagir aos acontecimentos.
Tovar também comentou quais “vícios emocionais” enxerga como mais frequentes na atualidade e deu uma dica prática de como o leitor pode identificá-los em si mesmo. "Hoje, vejo a autossabotagem, a autocrítica excessiva e a comparação constante como alguns dos vícios emocionais mais presentes. Eles são tão automáticos que muitas vezes passam despercebidos", contou.
Segundo a xamã, reconhecer esses padrões é o primeiro passo para transformá-los. "No livro, proponho exercícios que convidam o leitor a observar esses padrões com mais clareza, seja pela atenção às emoções, pelo diálogo interno ou pelas pequenas escolhas do dia. Quando colocamos luz nesses hábitos, abrimos espaço para transformá-los", acrescentou.
"A ideia é trocar dureza por compaixão, comparação por autoapreciação e, aos poucos, fortalecer novas posturas que sustentem uma relação mais saudável consigo mesmo", concluiu.