Mel Lisboa brilha, há 11 anos, como intérprete de Rita Lee no teatro musical. Atualmente, ela dá vida à lendária artista na peça “Rita Lee: uma Autobiografia Musical”, que está em turnê pelo Brasil. Quase ninguém lembra, mas para dar sequência ao seu primeiro projeto na pele da Rainha do Rock, a atriz precisou abandonar uma novela da Record TV.
Mel integrava o elenco da novela “Pecado Mortal”, onde interpretava Marcinha. Em janeiro de 2014, a atriz pediu para sair do folhetim. A decisão causou polêmica porque ocorreu em meio a rumores de que a TV Globo estaria interessada em realizar uma continuação da minissérie “Presença de Anita”.
No entanto, Mel revelou que deixou a novela para se dedicar aos ensaios do musical “Rita Lee mora ao lado”, baseado no livro de Henrique Bartsch. Ela explicou que o projeto da peça existia antes mesmo de ser contratada pela Record, mas ficou parado por diversos motivos, entre eles, a falta de patrocínio.
Mel alega que o patrocínio saiu “inesperadamente”. A peça estrearia no dia 31 de março em São Paulo, onde também ocorriam os ensaios, e, no momento, ela residia no Rio de Janeiro por conta da novela.
“Inesperadamente, o patrocínio da peça saiu e eu me vi numa sinuca de bico: a estreia seria dia 31 de março em SP, com ensaios em SP e eu estava gravando no Rio. Ainda tentei conciliar as duas coisas, mas quando, no dia 13/01, começaram os ensaios, percebi que a demanda seria enorme e o desgaste insuportável. Foi muito difícil, pensei muito, mas fiz uma escolha e levei para a direção da Record”, justificou.
Quem não gostou nada da decisão foi o autor Carlos Lombardi. Ele fez críticas públicas a Mel em entrevista ao site Notícias da TV e disse que “nunca viu” uma atriz abandonar uma novela para fazer teatro.
"Recebi a notícia na semana passada e fui pego de surpresa. Achei isso um desrespeito. Comecei a novela com duas atrizes, Paloma Duarte e Bianca Byngton, que tinham por contrato dias específicos de gravação. Mas [deixar a novela] para fazer uma peça nunca vi. Fiquei perplexo", declarou o autor.
Carlos apostou na solução mais fácil e matou Marcinha no capítulo 100, uma alternativa que mexeu com os rumos da trama e de outros personagens. “Foi uma decisão equivocada. É a primeira vez que tenho que matar uma personagem porque a atriz vai fazer uma peça de teatro. É uma questão de ética”, detonou.
Em carta divulgada ao público, Mel declarou que “entendia perfeitamente a indignação de Lombardi”. A decisão, no entanto, passou longe de ser equivocada. Como intérprete de Rita no teatro, a atriz conquistou diversos troféus, entre eles, o Prêmio Shell de Melhor Atriz, e fez uma temporada inteira completamente esgotada em São Paulo.
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