Minha mãe sofria com a menopausa até que aderiu ao zero álcool: até pequenas doses viram um verdadeiro risco para os hormônios de mulheres 50+, revelam especialistas
Publicado em 25 de abril de 2026 às 09:02
Adeus à taça? Médicos revelam por que o álcool pode agravar os sintomas da menopausa após os 50
Minha mãe sofria com a menopausa até que aderiu ao zero álcool: até pequenas doses viram um verdadeiro risco para os hormônios de mulheres 50+, revelam especialistas Especialistas alertam: o álcool pode intensificar calorões, insônia e alterações de humor durante a menopausa, tornando sintomas já comuns dessa fase ainda mais difíceis de controlar Cada vez mais mulheres repensam a taça na menopausa: médicos relatam que reduzir o consumo de álcool tem se mostrado uma das mudanças de estilo de vida com maior impacto no controle dos sintomas hormonais Mesmo pequenas doses fazem diferença: com a queda hormonal e o metabolismo mais lento, mulheres na menopausa ficam mais sensíveis aos efeitos do álcool, segundo ginecologistas O fígado sofre em dobro após os 50: especialistas explicam que o álcool sobrecarrega o órgão justamente em uma fase em que ele já enfrenta maior dificuldade para metabolizar gordura

A menopausa deixou de ser um assunto silencioso e passou a ganhar espaço nas conversas, inclusive entre celebridades. Nomes como Angélica, Claudia Raia, Fernanda Lima, Mônica Martelli, Eliana, Adriane Galisteu e Flávia Alessandra têm ajudado a quebrar o tabu ao compartilhar suas vivências com calorões, insônia e oscilações de humor. Mas um fator tem chamado a atenção: o impacto do álcool nessa fase da vida.

Veja também
Durante a menopausa, a pele perde colágeno; por isso, é preciso adotar uma rotina de cuidados com a pele diferente
Por que o álcool pesa mais depois dos 50?

Segundo a ginecologista Dra. Patricia Magier, formada pela Universidade Federal Fluminense (UFF), o organismo feminino passa por mudanças importantes durante a menopausa, especialmente com a queda do estrogênio. 

"Esse novo cenário hormonal altera o funcionamento do organismo e torna a mulher mais sensível aos efeitos do álcool, que pode intensificar sintomas comuns do climatério", explica a médica.

A nutróloga Dra. Marcella Garcez, diretora da Associação Brasileira de Nutrologia, reforça que o álcool interfere diretamente nos hormônios. 

"O álcool afeta o eixo hipotálamo hipófise gonadal e pode exacerbar sintomas da menopausa ao interferir no metabolismo do estrogênio", afirma.

Fogachos, insônia e irritação: o combo indesejado

Entre os efeitos mais comuns relatados por especialistas estão a piora dos fogachos, noites mal dormidas e alterações de humor. A endocrinologista Dra. Deborah Beranger alerta que o fígado, já sobrecarregado nessa fase, sofre ainda mais. 

"O álcool é priorizado como substrato energético pelo fígado, dificultando o emagrecimento e favorecendo o acúmulo de gordura visceral", explica.

Além disso, o impacto não para por aí. O consumo pode afetar o cérebro, prejudicando memória e sono, o sistema cardiovascular, aumentando o risco de hipertensão, e até os ossos, que já estão mais frágeis com a queda hormonal.

Especialistas alertam: o álcool pode intensificar calorões, insônia e alterações de humor durante a menopausa, tornando sintomas já comuns dessa fase ainda mais difíceis de controlar © AGNews, Felipe Panfili e Marcello Sá Barretto
E a pele também sente os efeitos

A médica Dra. Lilian Brasileiro chama atenção para a estética, algo que preocupa muitas mulheres. 

"O álcool promove glicação, um processo que danifica colágeno e elastina, deixando a pele mais rígida e envelhecida", explica. 

Ela ainda destaca a desidratação intensa e o aumento da oleosidade de má qualidade.

Existe dose segura? Especialistas são diretos

Apesar da dúvida comum, a resposta não é animadora. 

"Não existe uma quantidade totalmente isenta de impacto", afirma Dra. Patricia Magier

O consumo ocasional e moderado pode ser melhor tolerado, mas deve ser avaliado individualmente. A ideia de que o vinho tinto poderia trazer benefícios também é questionada. 

"Nenhum tipo de bebida alcoólica é isento de risco", reforça Dra. Marcella Garcez.

A balança também pesa: além de dificultar o emagrecimento, o álcool favorece resistência à insulina e acúmulo de gordura abdominal nessa fase da vida © Getty Images, Vivian Fernandez/amfAR
Menopausa pede mudança de estilo de vida

De acordo com o ginecologista Dr. Nélio Veiga Junior, da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (FCM/UNICAMP), o cuidado deve ser completo. 

"É fundamental investir em atividade física, alimentação equilibrada, controle do estresse e evitar álcool e tabaco", orienta.

Ele também destaca que a terapia de reposição hormonal pode ajudar, quando indicada, melhorando sintomas como fogachos e qualidade do sono.

Reduzir ou cortar? Muitas mulheres já decidiram

Na prática clínica, o resultado é claro. 

"Muitas mulheres relatam melhora expressiva dos sintomas ao reduzir ou suspender o álcool", afirma Dra. Patricia Magier

Para especialistas, o mais importante é entender os limites do próprio corpo. 

"Devemos sempre conversar sobre limiar, sobre limites, para decisões mais saudáveis nesse período", finaliza Dra. Deborah Beranger.

Para quem atravessa essa fase, a mensagem é direta: pequenas mudanças podem trazer grandes alívios. E, em muitos casos, dizer "não" ao álcool pode ser um dos primeiros passos para recuperar o bem-estar.

@blogsocial1 Em uma entrevista ao podcast MenoTalks, Rita Lobo falou sobre sua relação com o álcool. "Eu bebo e me sinto doente", desabafou a chef, percebendo que seu corpo não reage mais como antes à ingestão de bebidas alcoólicas. Essa mudança, segundo especialistas, é comum para muitas mulheres durante a menopausa. Com a queda dos níveis hormonais, o corpo passa a metabolizar o álcool de forma diferente. Além de potencializar sintomas como os fogachos e prejudicar o sono, o consumo de álcool na menopausa também pode aumentar o risco de desenvolvimento de diversas doenças. #sc #ritalobo #menopausa #saúde #polemica #famosos #digital ♬ som original - Social1
Matérias relacionadas
O que é a perimenopausa? 6 sintomas que costumam passar despercebidos pelas mulheres nesta fase, como a atriz Juliana Paes, segundo ginecologista
O que é a perimenopausa? 6 sintomas que costumam passar despercebidos pelas mulheres nesta fase, como a atriz Juliana Paes, segundo ginecologista
Michelle Norrise, especialista em menopausa: 'Se você conseguir fazer esses três exercícios aos 45 anos, terá independência aos 75'
Michelle Norrise, especialista em menopausa: 'Se você conseguir fazer esses três exercícios aos 45 anos, terá independência aos 75'
Zero álcool, dieta sem açúcar e mais: os sete 'mandamentos' da alimentação de Jane Fonda, de 88 anos, para continuar rejuvenescida e exalar longevidade
Zero álcool, dieta sem açúcar e mais: os sete 'mandamentos' da alimentação de Jane Fonda, de 88 anos, para continuar rejuvenescida e exalar longevidade
Por Pedro Henrique Cabo | Colaborador
Geek fashionista que canta 'Let It Go' no chuveiro, trata 'O Diabo Veste Prada' como religião e escolheu Piplup como seu inicial. Jornalista metido a designer, cinéfilo de Letterboxd e amante das artes.
Palavras-chave
Saúde Bem-estar Lifestyle Curiosidades Principais notícias Entretenimento Polêmica
Tendências
Todos os famosos
Top notícias Bem-Estar
Últimas notícias sobre Bem-Estar
Bem-Estar
Últimas Notícias
Últimas Notícias