35 anos após sua morte, Cazuza continua provocando paixões, discussões e reinterpretações. Enquanto o cantor ganha espaço no documentário "Homem com H", centrado na trajetória de Ney Matogrosso, é outro longa que promete devolver o foco para o legado do roqueiro carioca. Intitulado "Cazuza, Boas Novas", o novo filme estreia nos cinemas brasileiros em julho de 2025, trazendo imagens raras, bastidores inéditos e depoimentos impactantes sobre uma das figuras mais controversas e geniais da música brasileira.
A recente exibição de "Homem com H" no streaming reacendeu o interesse do público pela figura de Cazuza, e não exatamente de forma positiva. Na produção dirigida por Esmir Filho, a relação amorosa e profissional entre Ney e Cazuza é abordada de maneira sensível, mas o retrato do cantor como explosivo, autodestrutivo e egocêntrico desagradou muitos internautas.
“Cazuza era um playboy chato (porém com muita sensibilidade poética)”, escreveu um usuário no X (antigo Twitter). Outro foi ainda mais direto: “Nunca entendi por que não gostava de Cazuza, depois desse filme entendi tudo”.
As críticas acirraram uma disputa de narrativas nas redes. Enquanto alguns reduzem o cantor a seus excessos e privilégios, como ser filho de João Araújo, então presidente da Som Livre, outros saíram em defesa de sua arte e de sua importância cultural. “Desde quando virou moda tacar hate no Cazuza? A grandiosidade da arte dele atravessou gerações”, publicou uma fã.
Dirigido por Nilo Romero e produzido pela 5e60 Filmes, com distribuição da Kajá Filmes e do Canal Curta, "Cazuza, Boas Novas" foca em um recorte específico e simbólico da vida do artista: o período entre 1987 e 1989, marcado pelo diagnóstico de AIDS, o agravamento da saúde e, paradoxalmente, uma das fases mais férteis de sua carreira.
Mesmo doente, Cazuza lançou três discos, recebeu diversos prêmios e realizou mais de 40 apresentações com o espetáculo "O Tempo Não Para", sua última grande turnê dirigida, ironicamente, por Ney Matogrosso.
O filme promete mergulhar nos bastidores dessa explosão criativa, lançando luz sobre o ser humano por trás do mito, com material exclusivo e depoimentos que vão além das polêmicas.
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