Paola Carosella voltou a falar dos desdobramentos de sua entrevista ao programa “De Frente com Blogueirinha”, na última segunda-feira (18). A chef de cozinha, que negou rumores de affair com Henrique Fogaça, explicou seu posicionamento em defesa da filha, de 13 anos.
“No episódio de segunda-feira no podcast na DiaTV, eu sabia que estava fazendo parte de um programa que tem o deboche como tempero, sabia que íamos ser irônicas. Aliás, a ironia é uma ferramenta que eu conheço bem. Debochei de mim mesma e do universo dos memes e fofocas que me cercam”, iniciou Paola.
Na entrevista, Paola revelou que a filha é fã de cantoras americanas muito amadas pela nova geração, como Billie Eilish, Reneé Rapp e Chappell Roan. Com base única e exclusivamente nesta informação, internautas passaram a postar teorias sobre a orientação sexual da criança.
Até a própria Blogueirinha ajudou a endossar tais teorias com um vídeo publicado dias após o programa - o estopim para a revolta da ex-”MasterChef”, que deletou todos os registros da entrevista e deixou de seguir a apresentadora.
“O que eu nunca ia imaginar era que uma fala minha sobre os gostos musicais da minha filha (criança) teria os desdobramentos que teve. Não por uma pessoa, mas por milhares de adultos, que nem por um segundo pensaram quais poderiam ser as consequências disso. Pior ainda, muitos nem sabem que isso é crime”, alertou.
Paola propôs reflexões sobre os limites do humor, discussão que ficou acentuada nos últimos tempos depois que Leo Lins foi condenado à prisão por piadas com racismo, pedofilia e outros temas sensíveis.
“Lutamos pela liberdade de expressão, mas não conseguimos ainda, como sociedade, chegar a um consenso sobre quais são os limites dela. O humor e a ironia, quando bem usados, são libertadores. Podem traduzir dores profundas em sentimentos mais permeáveis. Sim, o humor é um bálsamo imprescindível para a vida, mas quais são os limites do humor? Há quem defenda que não tem, que humor é ficção e que na ficção, tudo pode. E outra vez, não chegamos a consenso”, lamentou.
A cozinheira pede mais “responsabilidade e coerência” da sociedade. “Exige respeitar a lei, cuidar dos mais vulneráveis, proteger os princípios básicos de liberdade de todos. Lá fora, e aqui dentro, as nossas escolhas definem o tipo de sociedade que podemos e queremos ser. Limite não é censura. Liberdade não é libertinagem”, disparou.
Paola encerrou o texto com uma declaração de amor à filha: “No mais, sempre vou ter brilho nos olhos e sentir orgulho ao falar da minha filha. Uma menina inteligente, sensível e doce, e, caso não tenha ficado claro, com um excelente gosto musical.”