O Colégio Santo Inácio, localizado em Botafogo, bairro da Zona Sul do Rio de Janeiro, recebeu inúmeros alunos, que, futuramente, tornaram-se figuras notáveis. Neste registro feito em 1963, estão Pedro Bial e Agenor de Miranda Araújo Neto. O primeiro virou jornalista respeitado, enquanto o outro se transformou em ícone da música sob a alcunha de Cazuza.
A foto foi postada por Bial no Instagram há cerca de um mês. “Eu e Cazuza estamos nesta foto de 1963. Reconhece quem é quem?”, perguntou o apresentador, que abriu mão de vício que durava 7 anos após grave doença. Ele aparece do lado esquerdo da professora, com uma roupa listrada, enquanto Cazuza posa atrás da placa posicionada no chão (+ confira o registro na galeria de fotos acima).
Bial e Cazuza, que terá sua história contada em um novo documentário, começaram a estudar juntos quando tinham apenas 4 anos. Melhores amigos de infância, compartilhavam o gosto pela literatura. “Ele era muito inteligente e nós competíamos sobre quem lia o livro mais proibido. Eu era mais de escrever poesias apaixonadas para a professora. Já ele desenhava muito bem”, contou o jornalista em entrevista ao extinto programa “Estrelas”.
Foi com Cazuza que Bial tomou o primeiro porre de sua vida. Os dois tinham 11 anos e o pileque foi oferecido por ninguém menos que Vinicius de Moraes. Os amigos entrevistaram o poeta para um trabalho escolar.
“Ele deu uísque pra gente, a gente tinha 11 anos e voltamos bêbados pra casa. Melhor começo impossível. Depois, quando adulto, a gente ficou sabendo que ele não tinha muita paciência pra criança, mas a gente conhecia a obra dele e falava de poemas. Quando ele olhou dois meninos de 11 anos que conheciam alguns poemas, aí foi um barato”, relembrou Bial no programa “Amigos, Sons e Palavras”, do Canal Brasil.