Na novela 'Terra Nostra', exibida em reprise nas tardes da Globo, Maria do Socorro (Débora Duarte) e Gumercindo (Antonio Fagundes) formaram uma das famílias mais queridas da novela. Do casamento nasceram duas filhas, Rosana (Carolina Kasting) e Angélica (Palomma Duarte).
Anos depois, porém, a personagem surpreendeu o público ao enfrentar uma gravidez inesperada já na maturidade, situação que trouxe riscos à saúde e abriu discussões sobre maternidade, idade e limites do corpo feminino.
É justamente nesse ponto que a ciência entra em cena. Um estudo recente analisou como o número de filhos e o momento da maternidade impactam o envelhecimento das mulheres.
Análises genéticas, publicadas pela Scientific American, revelam que famílias com dois ou três filhos têm envelhecimento mais lento e a maior taxa de sobrevivência em reLação às demais. Para isso, cientistas da Universidade de Helsinque usaram um algoritmo capaz de estimar a 'idade biológica' a partir do DNA.
A pesquisa acompanhou mais de 14 mil mulheres gêmeas finlandesas, nascidas entre 1880 e 1957, e avaliou não apenas quantos filhos elas tiveram, mas quando cada parto aconteceu.
Os resultados chamaram atenção: mulheres sem filhos ou com cinco ou mais partos apresentaram sinais de envelhecimento biológico mais acelerado e maior risco de mortalidade.
Outro ponto importante foi a idade da primeira gravidez. Mulheres que se tornaram mães muito cedo tiveram piores indicadores de saúde ao longo da vida.
O estudo aponta que isso pode estar ligado a fatores sociais e físicos: “A maternidade precoce tem sido associada a um maior risco de obesidade na vida adulta, mobilidade reduzida e menor escolaridade, o que poderia explicar parcialmente a ligação observada com o envelhecimento acelerado”.
No entanto, há um alerta: o estudo não define um número ideal de filhos. O contexto histórico, social e cultural das mulheres analisadas é muito diferente do atual.