Frase do dia de Umberto Galimberti, psicanalista italiano renomado: 'A felicidade não se alcança por meio do conhecimento; por isso, o homem não sabe que é feliz, mas sim se sente feliz'
Publicado em 31 de agosto de 2026 às 19:15
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Leia a reflexão de Galimberti e entenda por que a imagem de Adriana, na novela 'Quem Ama Cuida', mostra porque ela é simplesmente feliz
Adriana é uma mulher feliz na novela 'Quem ama cuida' desde que voltou a se relacionar com Pedro A frase de Umberto Galimberti provoca uma reflexão importante sobre uma busca que parece cada vez mais presente na vida moderna: afinal, é possível aprender a ser feliz? A frase de Umberto Galimberti provoca uma reflexão importante: “A felicidade não é alcançada através do conhecimento, por isso o homem não 'sabe' que é feliz, mas sim 'sente' a felicidade”. O psicanalista Galimberti define a felicidade como um “estado de espírito acessível a qualquer ser humano”, independentemente de riqueza, posição social, inteligência ou mesmo saúde Para Galimberti, porém, felicidade não é uma disciplina que possa ser ensinada, memorizada ou aprendida por meio de uma fórmula. A pessoa não precisa provar racionalmente que é feliz, ela simplesmente percebe e sente esse estado em sua própria vida

A frase de Umberto Galimberti provoca uma reflexão importante sobre uma busca que parece cada vez mais presente na vida moderna: afinal, é possível aprender a ser feliz? 

Para o psicanalista, a resposta passa por uma diferença fundamental entre saber e sentir: “A felicidade não é alcançada através do conhecimento, por isso o homem não 'sabe' que é feliz, mas sim 'sente' a felicidade”.

Galimberti parte justamente do questionamento sobre o que realmente produz felicidade. A reflexão ganha força diante do fato de universidades como Harvard e Wellington terem criado cursos dedicados ao tema e a maneiras de alcançá-lo. 

O psicanalista questiona se a universidade, tradicionalmente ligada à produção e à transmissão de conhecimento, não estaria entrando também nos “recantos mais íntimos do mundo da vida”.

Ao mesmo tempo, essa preocupação revela algo sobre a sociedade atual. Solidão, falta de sentido, depressão e desespero tornaram-se experiências frequentes, especialmente entre os jovens. Nesse cenário, talvez a universidade não esteja ensinando felicidade propriamente dita, mas tentando criar condições para que ela possa aparecer.

Para Galimberti, porém, felicidade não é uma disciplina que possa ser ensinada, memorizada ou aprendida por meio de uma fórmula. A pessoa não precisa provar racionalmente que é feliz, ela simplesmente percebe e sente esse estado em sua própria vida.

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O significado da felicidade

O psicanalista define a felicidade como um “estado de espírito acessível a qualquer ser humano”, independentemente de riqueza, posição social, inteligência ou mesmo saúde. E é justamente aí que sua reflexão se distancia da ideia de que felicidade seria consequência direta de uma vida perfeita.

Para ele, a felicidade não depende necessariamente do prazer, do amor, da admiração dos outros ou da ausência de sofrimento. Seu fundamento estaria na autoaceitação. Nesse ponto, Galimberti recupera o conhecido aforismo de Nietzsche: “Torne-se quem você é”.

O problema é que, muitas vezes, confundimos felicidade com satisfação. Isso porque medimos nossa vida pelo número de desejos realizados, pelo que conquistamos e, principalmente, pelo que ainda nos falta. 

Dessa maneira, nosso humor passa a depender de objetivos que podem estar distantes das nossas possibilidades, da nossa história ou das circunstâncias que vivemos.

É nesse momento que a comparação se torna perigosa. Não aceitamos nosso corpo, nossa idade, nossa profissão, nossa condição de saúde ou nossas relações. Olhamos para a vida dos outros e para os padrões vendidos pela publicidade e concluímos que sempre existe alguma coisa faltando.

A reflexão de Galimberti aponta justamente para uma mudança de perspectiva. Aceitar a própria realidade não significa desistir de transformá-la, e sim, reconhecer os próprios limites e, ao mesmo tempo, enxergar quais possibilidades são verdadeiramente nossas.

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Por Rafael Munhos | Novelas e TV
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