Entre os anos de 1960 e 1970, as pessoas tinham outras maneiras de educar seus filhos, com aplicações de boas maneiras e regras mais rígidas, não deixando brechas para negociações, evitando que as crianças fossem malcriadas.
Há cerca de 70 anos, os indivíduos não tinham o costume de sentar-se à mesa com o uso do celular, por exemplo. Ali as regras eram expostas de modo mais claro, muitas vezes durante às refeições.
Assim, diversas crianças, hoje já adultas com mais de 60 anos, foram absorvendo recados que, atualmente, seriam alvo de contestação, no que diz respeito às questões emocionais e psicológicas.
Alerta de boa notícia para essa turma: segundo muitos especialistas da área de psicologia do comportamento intergeracional, essas frases com alto teor de rigidez, na grande maioria das vezes, fez esses indivíduos mais tolerantes às situações que envolvam frustrações e decepções, além de terem alto teor de disciplina e senso de responsabilidade, uns com os outros.
Aqui nós vamos mostrar para você algumas expressões, que você provavelmente já ouviu dos seus pais, tios, ou até mesmo dos seus avós. Confira:
Outro tópico levado em consideração era o autoritarismo, muito forte naquela época. Isso era um assunto que não podia ser questionado.
Hoje as pessoas estão cada vez mais abertas ao diálogo. De acordo com os estudos, essa parcela da população cresceu entendendo, desde cedo, algumas normas.
Quem nunca escutou uma criança reclamando de um cardápio que não a agradou muito na hora do almoço, não é mesmo? Grande parte considera que muitas foram mimadas por seus parentes.
Em contrapartida, nos anos 1960 e 1970 as pessoas não tinham muita preocupação em fazer muitas opções individuais no cardápio.
Essa atitude favoreceu a aceitação, de modo mais fácil, das condições adversas, sem ficarem, a todo momento, debatendo e criando brigas.
Diversas situações envolvendo a narrativa do cotidiano são colocadas em pauta diariamente. Desta vez, essa frase, simples e direta ao ponto, tem a finalidade de fazer com que a pessoa evite ficar reclamando e se comparando com outra pessoa, o que é muito frequente no atual século.
Para a psicologia, quem ouviu essa mensagem acabou entendendo que a desigualdade vai existir, e que faz parte da vida. Logo, os adultos cresceram mais fortes para lidar com esses momentos de tensão.
Outra atitude considerada grave era o ato de interromper quando os mais velhos estavam falando, na hora do jantar.
As crianças de antigamente tinham que ficar observando, escutando o diálogo, para bom entendimento.
Essa aqui é clássica! Já escutei diversas vezes aqui em casa, e tenho certeza que você também. Muitos associavam o consumo ao esforço.
Sendo assim, os adultos 50+, 60+ e 70+ acabaram desenvolvendo uma conscientização sobre a importância do trabalho, e de guardar dinheiro em poupanças.
Também não era muito comum as pessoas ficarem demonstrando sentimentos (poderia até ser considerado um sinal de fraqueza). Chorar em público, por exemplo, era mais contido.
Por isso que muitos, hoje, acabam tendo maior controle diante de suas emoções, principalmente quando estão em situações desconfortáveis.
Antigamente, para você ser reconhecido, precisava ir atrás, promovendo atitudes condizentes com essa premissa. Mais uma vez, o esforço era valorizado, favorecendo assim, o senso maior de responsabilidade.
Já existem diversos estudos de especialistas contemporâneos que não criticam totalmente, e nem apoiam por completo essas frases famosas. Muitos crêem que algumas tiveram impacto positivo, ainda que outras podem ter ocasionado um comportamento mais firme, ou até mesmo inflexível nessa parcela da população.
Também é evidente que o choque entre as gerações mais antigas e as mais atuais existe dentro de casa, abrindo caminho para conversas sobre as atitudes, os limites, e o equilíbrio entre rigidez e a força dos pensamentos.