De acordo com a Psicologia, aqueles que cresceram nas décadas de 1960 e 1970 desenvolveram nove pontos mentais fortes que são raros hoje em dia
Publicado em 11 de dezembro de 2025 às 15:10
Artigo francês destacou o legado de uma educação baseada na experiência.
De acordo com a Psicologia, aqueles que cresceram nas décadas de 1960 e 1970 desenvolveram nove pontos fortes mentais que são raros hoje em dia Paciência: Antigamente, a informação demorava mais para circular. Isso ensinou a importância da espera Capacidade de regular as emoções. Um bom autocontrole durante a infância está associado a maior bem-estar e menores níveis de ansiedade e estresse na adolescência Satisfação com o que se tem: Pessoas dessas gerações cresceram com menos bens materiais e menos expectativas de mudanças constantes Crença na própria capacidade: Aqueles que cresceram nas décadas de 1960 e 1970 aprenderam a confiar em seu esforço e disciplina

Boa notícia para os 60+ e 50+: segundo uma pesquisa publicada no jornal francês Ouest-France, pessoas nascidas nas décadas de 1960 e 1970 desenvolveram uma série de habilidades mentais que são cada vez mais raras na atualidade, segundo a Psicologia. 

O principal fator que contribuiu para esta formação foi estilo de vida mais simples, porém mais exigente, ao qual essas pessoas eram submetidas em décadas anteriores. A ausência de telas e a necessidade de assumir responsabilidades mais cedo são outros fatores que também pesam. Tudo isso gerou habilidades como paciência, autonomia e tolerância à frustração, coisas que, muitas vezes, faltam em pessoas mais jovens

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AS FORÇAS MENTAIS QUE APARECEM EM PESSOAS NASCIDAS NAS DÉCADAS DE 1960 E 1970:

1) Paciência: Antigamente, a informação demorava mais para circular. Isso ensinou a importância da espera, o que, segundo os psicólogos, promove uma melhor tomada de decisões e uma maior tranquilidade.

2) Capacidade de regular as emoções: Antigamente, a lógica predominava e a emoção ficava em segundo plano. O estudo aponta que um bom autocontrole durante a infância está associado a maior bem-estar e menores níveis de ansiedade e estresse na adolescência.

3) Satisfação com o que se tem: Pessoas dessas gerações cresceram com menos bens materiais e menos expectativas de mudanças constantes, o que criou um senso de contentamento e desapego.

4) Crença na própria capacidade: Ao contrário da tendência atual de atribuir eventos a fatores externos, aqueles que cresceram nas décadas de 1960 e 1970 aprenderam a confiar em seu esforço e disciplina.

5) Tolerância ao desconforto: Trata-se de mais uma consequência de ter que esperar, ao contrário da rapidez da atualidade. Essa exposição ao desconforto fomentou o desenvolvimento da flexibilidade emocional e da resiliência a longo prazo.

6) Resolver problemas com praticidade: Este ponto se refere à capacidade de superar adversidades, como consertar coisas ou ler mapas, sem o auxílio de soluções imediatas. Isso cria uma confiança baseada na superação independente de dificuldades.

7) A espera por uma recompensa: Essa habilidade promove o autocontrole, reduz a impulsividade e aumenta a satisfação a longo prazo. Uma meta-análise de 2020 indica que a autorregulação na infância prediz melhor desempenho acadêmico, melhor saúde mental e comportamentos mais saudáveis ​​na vida adulta.

8) Maior capacidade de concentração: Ler por horas, escrever cartas ou ouvir álbuns inteiros são exemplos de atividades que fortaleceram a capacidade de atenção, o que difere bastante do modelo instantâneo que impera nas novas gerações.

9) A gestão direta de conflitos: O diálogo presencial, embora possa trazer momentos desconfortáveis, permitiu que os participantes aprendessem a interpretar a linguagem corporal, trabalhou a escuta ativa e ajudou a trabalhar a melhor forma de se expressar.

Não se trata de romantizar as décadas de 1960 e 1970, pois elas também tiveram vidas marcadas por percalços e injustiças sociais. A ideia é mostrar que o estilo de vida à moda antiga também pode ser inspirador. O artigo, repercutido pelo portal argentino Infobae, pontua que essas gerações provam que o progresso tecnológico nem sempre é sinônimo de maior força pessoal. 

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Jornalista por vocação, apaixonado por música, colecionador de CDs e neto perdido de Rita Lee.
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