A TV Globo exibe nesta terça-feira (12), na faixa da Sessão da Tarde, o clássico de 2008 com Jennifer Aniston e Owen Wilson que já fez milhões de espectadores chorarem: "Marley e Eu". Antes de preparar o lencinho para a sessão, vale conhecer uma curiosidade de bastidores que surpreende até quem já viu o longa diversas vezes.
De acordo com o The Seattle Times, o treinador Larry Madrid precisou trabalhar com nada menos que 22 labradores para dar vida ao protagonista do filme, inspirado no livro "Marley & Eu – A vida e o amor ao lado do pior cão do mundo", de John Grogan.
Filmado em Miami e em outras regiões do sul da Flórida, o longa exigiu cães de diferentes idades, tamanhos e personalidades para retratar as várias fases e travessuras de Marley.
Madrid, que já havia treinado falcões para "Os Indomáveis", corvos para "A Menina e o Porquinho" e praticamente todos os animais (menos baratas) de "Encantada", considerou o trabalho mais tranquilo do que muitos imaginam. Isso porque, segundo ele, labradores amarelos são naturalmente sociáveis e cheios de energia.
O treinador explica que cada cachorro tinha uma função específica nas filmagens. Havia o “Marley Tranquilo”, interpretado por Jonah, que sabia se manter calmo no fundo da cena sem distrair os atores quando a atenção não estava nele. Já o “Marley bagunceiro” era vivido por Clyde, que brilhava quando podia agir de forma espontânea e engraçada.
“Qualquer comportamento que uma pessoa normalmente reprovaria, a gente deixa rolar”, contou Madrid.
As peripécias de Marley podem até fazer pais pensarem duas vezes antes de atender aos pedidos dos filhos por um cachorro após o filme. Casos parecidos já aconteceram no passado: os Jack Russell Terriers viraram moda após as séries "Frasier" e "As Aventuras de Wishbone", a raça os Griffons de Bruxelas ganharam fama com "Melhor É Impossível" e os chihuahuas explodiram de popularidade com "Perdido pra Cachorro".
Mas tanto o livro quanto o filme deixam claro que Marley está longe de ser um “cachorro de vitrine”.
Madrid reforça que, apesar de encantadores, os labradores exigem espaço, tempo e energia do tutor.
“Se não tiver quintal, vai precisar levá-lo para correr e brincar na água. Eles são inteligentes, sociáveis e parecem ter bateria infinita. Só começam a amadurecer lá pelos quatro ou cinco anos. Aos dois, ainda são filhotes grandalhões”, alertou.
Um dos maiores desafios no set, segundo Madrid, é fazer com que o cão não olhe para o adestrador durante as cenas. “Quando o público assiste, não pode perceber que o animal está olhando para alguém fora de cena. Se esquecem que é um cão treinado, é porque eu fiz meu trabalho.”
Além de "Marley e Eu", os cães treinados por Madrid também estão em produções como "Um Hotel Bom pra Cachorro" e "Tá Rindo do Quê?", sempre garantindo boas risadas — e, em alguns casos, lágrimas.
Para o treinador, há uma lição que vai além das telonas: “Os cães trazem uma alegria imensa, mas vivem apenas cerca de dez anos. Por isso, aproveite ao máximo cada momento. Eles já vivem assim.”
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