O atacante do Real Madrid surpreendeu a influenciadora Virgínia Fonseca com um gesto que chamou atenção. Nesta terça-feira (28), Vini Jr. preparou uma surpresa repleta de balões em formato de coração, flores vermelhas e dois ursos de pelúcia e um presente "patrocinado da Nike". No meio da cama, um coração de pétalas trazia dois anéis e a letra “V” repetida duas vezes, símbolo do casal.
A cena, que rapidamente tomou conta das redes, fez o público associar Virgínia ao termo WAG, até então mais usado para descrever mulheres como Victoria Beckham, esposa de David Beckham, e Eva Longoria, ex-mulher do jogador Tony Parker. Mas afinal o que significa WAG? O Purepeople te conta.
A expressão WAG surgiu nos anos 2000, quando a imprensa britânica começou a se interessar tanto pela vida dos jogadores quanto pela das mulheres que os acompanhavam nas arquibancadas, nos desfiles e nas capas de revista.
O termo, que nasceu no Reino Unido e significa “Wives And Girlfriends of Sports Stars” – em tradução livre, “Esposas e Namoradas de Estrelas do Esporte” –, foi criado para se referir às mulheres que se tornam conhecidas ou ganham ainda mais destaque por seus relacionamentos com atletas famosos.
O auge veio durante a Copa do Mundo de 2006, quando Victoria Beckham, Coleen Rooney e outras esposas de atletas do time inglês viraram uma espécie de fenômeno midiático.
Hoje, a sigla ganhou novo significado. Mais do que um rótulo, ser WAG representa uma combinação de estilo, influência e visibilidade. Victoria Beckham, que aos 51 anos é uma das estilistas mais respeitadas da moda mundial, revisitou essa fase em sua nova série documental da Netflix, “Victoria Beckham”. Ao lado da amiga Eva Longoria, de 50 anos, ela refletiu sobre o que significava viver sob os holofotes como parceira de um astro esportivo.
“Eu não sabia o que era uma WAG”, contou Eva, entre risos, ao relembrar a primeira vez em que viu o termo associado ao seu nome. “Lembro-me de ler em um jornal e pensar: ‘Que p--- é isso?’”. Victoria, por sua vez, descreveu aquele tempo como “um momento especial”, mas admitiu que havia uma busca constante por atenção: “Foi numa época em que eu não me sentia realizada criativamente, então era assim que me mantinha na conversa”, confessou a ex-Spice Girl, segundo o documentário.
O que antes era sinônimo de futilidade ou dependência financeira, hoje representa mulheres bem-sucedidas que constroem seus próprios impérios. Virgínia Fonseca, por exemplo, é uma das influenciadoras mais lucrativas do país, dona de marcas milionárias e apresentadora de TV. Assim como Victoria, ela mostra que é possível transformar o interesse público em combustível para o crescimento pessoal e profissional.
A própria Eva Longoria reforça essa visão moderna. “É difícil ser casada com um atleta porque o mundo o idolatra”, disse ela no documentário. “Existe uma suposição de que você é uma interesseira, não tem emprego e só quer gastar dinheiro. Mas a verdade é que a maioria dessas mulheres trabalha duro para conquistar o próprio espaço.”
De fato, as WAGs de hoje não se limitam a acompanhar os parceiros nos jogos. Elas ditam tendências de moda, movimentam milhões em publicidade e se tornam referências de estilo e comportamento. E, se depender das redes sociais, Virgínia Fonseca parece pronta para ocupar esse novo posto, o de uma WAG moderna, poderosa e dona do próprio sucesso.
player2
player2