Nem só de seriedade e teleprompter vive o Jornal Nacional. À frente da bancada mais tradicional da TV brasileira há quase três décadas, William Bonner acumulou não apenas prêmios e credibilidade, mas também uma coleção de gafes ao vivo que o transformaram em um ícone improvável de bom humor.
Entre soluços, trocas de nomes, piadas involuntárias e risadas contidas, o jornalista mostrou que até a sobriedade pode ter seus “momentos humanos” em rede nacional.
A seguir, o Purepeople Brasil relembra as 10 situações mais marcantes da trajetória do âncora no JN - aquelas em que o “Boa noite” deu lugar ao “Ops!”...
Em 2025, Bonner confundiu o nome da colega Maria Júlia Coutinho, a Maju, e a chamou de “Malu” durante o telejornal. Percebendo o erro, riu de si mesmo e brincou com a então meteorologista: “Você se assustou quando eu te chamei de Malu”. Maju respondeu: “Achei estranho. Malu? Quem é essa?”.
Foi o bastante para ele se transformar em Cebolinha ao vivo: “Há mais ou menos um ano perguntei se você preferiria ser chamada de Maria Júlia ou de Maju. Você escolheu Maju. Agora eu soltei um Malu. Hoje estou um tloca-letlas. Mas, Maju, como ficam as tempelatulas amanhã?”. A resposta veio à altura: “Ah, Cebolinha! Vamos lá, Bonner Cebolinha”. O momento, claro, virou meme instantâneo nas redes.
Durante uma edição de 2014, Bonner interrompeu Patrícia Poeta justo quando ela anunciava uma conquista histórica - a Medalha Fields, o “Nobel da Matemática”. No ar, ouviu-se um barulho curioso, que os telespectadores interpretaram como um soluço. A reação da internet foi imediata: vídeos, montagens e piadas sobre o “soluço do Bonner” circularam por dias. O próprio jornalista manteve o silêncio e o mistério!
Em 2015, o apresentador se deixou levar pelo tom mais informal que a Globo vinha testando e acabou dizendo que um americano “tinha cara de maluco”. A fala caiu mal, ganhou o topo dos assuntos mais comentados do Twitter, e Bonner precisou se desculpar ao vivo, encerrando a polêmica. O caso levantou discussões sobre os limites da informalidade nos telejornais... justamente o estilo que o próprio Bonner ajudou a moldar!
Esse é icônico! Lá em 1997, o jornalista se despediu do público antes do tempo. “Você percebeu? Eu me antecipei. Desejo a todos uma boa noite... mas daqui a pouco”, ironizou, retomando o controle da bancada. Foi uma das primeiras demonstrações de leveza de um âncora que ainda estava se adaptando à rotina do JN e ao delay do ponto eletrônico.
Em um link com o repórter Marcos Uchôa, direto da Líbia, Bonner comentou: “Uchôa, boa noite. A gente vê que você está usando um capacete, portanto está cumprindo aí...”. Antes que terminasse, Fátima Bernardes, então sua parceira de bancada, o interrompeu: “Mas ele não está de capacete, Bonner”.
Sem graça, ele rebateu: “Ah, não está? Você tirou?”. E seguiu o jornal com uma risada amarela e a frase: “Me disseram que você devia estar usando capacete. Então, um puxão de orelha no Uchôa”.
Em 2013, durante uma transmissão com Galvão Bueno, Bonner não percebeu que estava ao vivo quando um técnico se aproximou para ajustar o microfone. Gentilmente, mas visivelmente incomodado, deu um empurrãozinho no rapaz. O gesto foi exibido para todo o Brasil. Depois, o próprio Bonner resolveu brincar: posou para uma foto em que o técnico simulava empurrá-lo de volta, rindo da situação!
Durante as transmissões da Globo na Cidade Olímpica, em 2016, Bonner tentou resolver um problema técnico à moda da casa. Sem perceber que já estava no ar, colocou a mão no vidro do estúdio para tapar o reflexo da cabeça de um cameraman. Mais tarde, debochou do episódio: “Eu fui flagrado tentando tapar a calva pronunciada de um colega, brilhando na tela da Globo”. É mole!?
Nos bastidores da década de 1990, vazou um vídeo de Bonner e Cid Moreira se "divertindo" fora do ar. O jovem âncora imitava Clodovil, com trejeitos e voz afetada, dizendo: “Olha pra lente da verdade e diz quantas menininhas você fez antes de vir pra cá”. Cid respondeu, rindo: “Ah, tenho vergonha”.
Durante uma edição ao vivo, Bonner apareceu inquieto, mexendo papéis e olhando para os lados. Perguntou, sem cerimônia: “Nós já estamos no ar?”. A resposta da equipe veio segundos depois - sim, estavam. Ele então respirou fundo e seguiu como se nada tivesse acontecido. Um clássico do “ao vivo é assim”.
Nem sempre o timing ajuda. Em outra ocasião, durante um encerramento com Fátima Bernardes, Bonner se despediu antes da hora e teve de retomar o discurso, disfarçando o erro com o charme de quem já sabia rir de si mesmo. Jogo de cintura é com ele mesmo!
Entre uma gafe e outra, William Bonner manteve o status de símbolo de credibilidade do telejornalismo brasileiro. Mas, se há algo que o tempo provou, é que o âncora do “Jornal Nacional” também é gente como a gente: tropeça nas palavras, dá risada na hora errada, confunde nomes e vira meme.
Com a despedida marcada para novembro e César Tralli pronto para assumir a bancada, Bonner sai do ar levando um arquivo de momentos que humanizaram o noticiário.