Adriana Esteves está de volta como a icônica Carminha nas telinhas do plim-plim! Mas calma, minha gente: por enquanto, trata-se “apenas” da reexibição da novela que parou o país em 2012, "Avenida Brasil", agora no "Vale a Pena Ver de Novo". Na tarde desta segunda-feira (30), o primeiro capítulo da obra de João Emanuel Carneiro foi ao ar na TV Globo e, como era de se esperar, deixou a web em polvorosa!
Na icônica trama sobre vingança, amores proibidos e reviravoltas de tirar o fôlego, Carminha ficou para sempre no imaginário dos brasileiros. A vilã de Adriana Esteves elevou a atriz a um outro patamar dentro da teledramaturgia, entrando fácil na lista das antagonistas mais emblemáticas da TV.
Vieram memes, bordões repetidos à exaustão, fantasias de Carnaval (quer termômetro maior de sucesso?) e uma comoção popular que atravessou gerações. Mas, para além da temida rival de Nina/Rita (Débora Falabella), a artista coleciona personagens marcantes ao longo de uma carreira sólida - iniciada lá no fim dos anos 80, sabia?
Vamos relembrar alguns desses papéis poderosos da diva, indicada ao Emmy Internacional e dona de uma trajetória cheia de altos e baixos - daqueles que só deixam a história ainda mais interessante! E vamos começar, claro, pelo começo de tudo…
A esposa de Vladimir Brichta começou oficialmente em "Vale Tudo" (1988) e pouca gente lembra! Na ocasião, fez apenas uma “pontinha” como figurante, interpretando uma modelo. Com apenas 18 anos, já mostrava carisma em cena ao contracenar com Maria de Fátima, personagem de Glória Pires, durante um teste para a fictícia revista Tomorrow.
No ano seguinte, Adriana ganhou mais espaço em "Top Model" (1989), como a esportista Tininha. Bronzeada, surfista e inserida no universo fashion do Rio, a personagem vivia um relacionamento com Elvis, de Marcelo Faria, marcado por uma dinâmica de submissão que já apontava para conflitos dramáticos mais densos.
Dali em diante, ela não parou mais. Em 1990, veio um papel mais robusto em "Meu Bem, Meu Mal", na pele de Patrícia Melo, jovem decidida a se vingar de Ricardo Miranda, personagem de José Mayer, mas que acaba envolvida emocionalmente por ele. Um tipo de virada clássica de novela que Adriana sempre soube conduzir com intensidade.
Dois anos depois, em 1992, conquistou sua primeira protagonista em "Pedra sobre Pedra", vivendo Marina Batista, filha da personagem de Renata Sorrah. A trama trazia um romance proibido digno de Romeu e Julieta com Leonardo Pontes, de Maurício Mattar, consolidando seu nome entre as jovens promessas da TV.
Em 1993, encarou um dos maiores desafios da carreira em "Renascer", como Mariana. A personagem, misteriosa e movida por vingança contra José Inocêncio (Antônio Fagundes), se envolve num triângulo amoroso com João Pedro (Marcos Palmeira). O papel exigia complexidade emocional e teve um efeito colateral pesado.
Na época, a intensidade da personagem fez o público confundir ficção com realidade, e Adriana, então com pouco mais de 20 anos, acabou alvo de críticas duras. O impacto foi tão forte que ela enfrentou uma depressão profunda e se afastou da TV por cerca de três anos.
“Eu havia me separado, comecei a fazer uma novela atrás da outra, com personagens grandes, ganhei exposição e tinha pouca maturidade. Fiquei perdida, não segurei a onda. E aí veio a depressão”, contou à Marie Claire, em 2016. O período foi extremamente delicado: a atriz revelou que deixou de comer, ficou dias sem tomar banho e sem sair da cama. “Foram os anos mais difíceis da minha vida".
O retorno veio em 1996, no SBT, com "Razão de Viver", onde interpretou a protagonista Zilda ao lado de Marco Ricca, seu marido na época. Mas foi em 1997 que aconteceu o verdadeiro “renascimento” na Globo, com "A Indomada". Na trama, deu vida à corajosa Lúcia Helena - e também à sua mãe, Eulália, na primeira fase - mostrando versatilidade e força dramática.
Em 1998, mais um divisor de águas: Sandrinha, de "Torre de Babel". Interesseira, calculista e surpreendente até o último capítulo, a personagem foi revelada como a responsável pela explosão do shopping, marcando sua primeira grande vilã e abrindo caminho para uma galeria de antagonistas memoráveis.
E aí, foi só sucesso. Nos anos 2000, brilhou como Catarina em "O Cravo e a Rosa", vivendo um romance icônico com Petruchio (Eduardo Moscovis); emendou outra vilã marcante em "Coração de Estudante" (2002), como Amelinha, rival de Clara (Helena Ranaldi) pelo amor de Edu (Fábio Assunção); e ainda mostrou versatilidade em "Kubanacan" (2003).
Um detalhe que muita gente esquece: Adriana foi a primeira versão de Nazaré Tedesco em "Senhora do Destino" (2004). Foi ela quem protagonizou a icônica cena do sequestro do bebê de Maria do Carmo, personagem de Susana Vieira, antes da passagem de tempo com Renata Sorrah.
Vieram ainda "A Lua Me Disse" (2005), o sucesso cômico "Toma Lá, Dá Cá", a elogiada minissérie "Dalva e Herivelto: Uma Canção de Amor" (2010) - que lhe rendeu indicação ao Emmy Internacional -, "Morde e Assopra" (2011) e, finalmente, o fenômeno Carminha em "Avenida Brasil" (2012). Um papel que não só parou o Brasil, como atravessou fronteiras e colocou Adriana em reconhecimento internacional.
Depois disso, ela seguiu empilhando personagens fortes e complexas: Inês, de "Babilônia" (2015); Laureta, em "Segundo Sol" (2018); a intensa Thelma, de "Amor de Mãe" (2019); e Mércia, em "Mania de Você" (2024) - reforçando uma marca registrada: mulheres ambíguas, densas e impossíveis de ignorar.
Agora, com o retorno de Carminha à programação diária, é a chance perfeita de revisitar, ou descobrir, por que Adriana Esteves é, há décadas, um dos nomes mais potentes da dramaturgia brasileira!
Veja mais detalhes e imagens das personagens em nossa galeria acima!