A sua aposentadoria pode estar em risco real dependendo de uma inconsistência no histórico do trabalho. É o que garante a advogada previdenciarista Silvania Diniz em alerta semelhante àquele ligado à doenças graves e o pagamento anual do Imposto de Renda. E o Purepeople te explica o por que esse nó em algumas situações se torna uma verdadeira cama de gato.
Isso ocorre desde a divergência em dados simples à falta de documentos fundamentais para se pedir a aposentadoria passando pelos vínculos de trabalho que se perderam. Dessa forma, o processo se estica por anos e a solução parece longe do fim. Para não se correr risco é necessário ficar atento ao Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS), apontado como grande inimigo do futuro aposentado.
"O INSS analisa o pedido com base estritamente no que está no sistema. Se uma empresa fechou as portas e não deu a baixa correta, ou se os recolhimentos da época foram feitos abaixo do salário mínimo e não foram ajustados, o órgão simplesmente ignora aquele período trabalhado", explica a advogada previdenciarista Silvania Diniz.
E é por isso que em vários casos, o trabalhador só descobre o erro no momento do pedido da aposentadoria. Daí, a especialista dá um conselho fundamental. "Esperar o dia de se aposentar para olhar o extrato é um perigo. O ideal é que o trabalhador acompanhe a sua situação ao longo dos anos, corrigindo as falhas aos poucos, e não na correria e no desespero de quando já precisa do dinheiro", recomenda a advogada.
Os problemas vão além das empresas que fecham sem concluírem a documentação necessária. Essas pedras no caminho incluem ainda desde as carteiras de trabalho rasgadas aos carnês de contribuição que se desbotaram passando pelos contratos antigos e o Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP), emitido aos trabalhadores expostos a riscos à saúde.
Diante disso, o futuro aposentado pode entrar com recurso no próprio INSS ou recorrer à Justiça, onde os processos se acumulam, mas há uma flexibilidade maior. O certo é que esse tempo perdido impacta o bolso do trabalhador por meses ou anos sem o recebimento dos valores aos quais ele tem direito.
Outra recomendação de Silvana é usar o aplicativo Meu INSS e realizar uma varredura de forma detalhada. Além disso, deve-se ter a carteira de trabalho em mão e realizar o cruzamento dos dados. "A prevenção é o único caminho para evitar que o direito ao descanso vire uma dor de cabeça eterna. Estar com o cadastro limpo e os papéis em mãos é a única garantia de uma aposentadoria rápida e sem sustos", ensina a especialista.