Afinal, Regina Casé é antipática? Atriz 'alivia' fama polêmica ao explicar que rejeição surgiu de trabalhos na Globo: ‘Na frente das câmeras é uma coisa’
Publicado em 30 de junho de 2026 às 18:21
Por Rafael Munhos | Novelas e TV
Jornalista apaixonado por novelas, filmes, séries e música eletrônica. Também adoro fazer corrida de rua.
Regina Casé abre o jogo sobre fama de antipática e diz que virou alvo por trabalhos populares na Globo; entenda
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Após anos convivendo com a fama de 'antipática', Regina Casé resolveu abrir o coração e explicar de onde acredita que surgiu essa imagem negativa criada por parte do público.

Durante participação no 'Sem Censura' desta segunda-feira, 29, a atriz contou que sofreu ataques violentos principalmente durante o período em que comandava o 'Esquenta!', atração que valorizava artistas periféricos, pessoas negras, comunidade LGBTQIA+ e ritmos populares como funk, samba e tecnobrega.

Segundo Regina, o sucesso de Dona Lurdes, personagem vivida por ela na novela 'Amor de Mãe', em 2019, acabou ajudando a suavizar essa rejeição que enfrentava na internet.

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A atriz começou relatando uma situação curiosa envolvendo sua fisioterapeuta, que se surpreenedia com os comentários sobre sua paciente. 

“Aí, tadinha, ela entra na internet e falam: ‘Regina é uma coisa na frente das câmeras, fora é outra, não fala com ninguém, não tira fotos’. Ela fala: ‘Regina, mas é mentira’”, contou a artista.

A fala rapidamente repercutiu nas redes justamente porque Regina convive há muito tempo com comentários acusando-a de ser distante, esnobe e inacessível fora da televisão. Mas, para ela, esse julgamento nunca esteve ligado exatamente ao seu comportamento pessoal, e sim, tinha relação direta com o conteúdo social exibido em seus programas.

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A culpa é do 'Esquenta'

Regina afirmou que o preconceito começou a crescer principalmente durante o período do 'Esquenta', quando ela passou a dar protagonismo a pessoas normalmente invisibilizadas na televisão aberta.

“Não foi uma implicância, foi uma latência da onda conservadora que veio e se manifestou claramente logo em seguida. Como ainda não era expresso e todo mundo não via, dava até a impressão de que era só comigo”, declarou.

A atriz então explicou que o desconforto de parte do público acontecia justamente porque ela mostrava realidades que tradicionalmente não ocupavam espaços de destaque na TV.

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“Se você leva um casal gay muito bonitinho, loirinho, em um programa de noite é mais palatável. Eu levei, por exemplo, um casal de cortadoras de cana do sertão, duas mulheres casadas”, exemplificou Regina.

A artista afirmou que acabou se tornando alvo direto do preconceito destinado às pessoas que ela colocava diante das câmeras.

“Ninguém sabe o nome daquelas pessoas [que participavam do programa]. Todo o preconceito e ódio, você tem que botar em uma direção. Então, eu virei um ralo para isso. Foi muito duro um período, eu admito. Era muito violento.”

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Segundo ela, praticamente todos os trabalhos populares que realizou despertavam reações negativas em grupos mais conservadores.

“Todos os trabalhos que eu fiz geravam muito, nesse tipo de grupo, ódio e preconceito. Um pessoal que quer na televisão aquela celebridade glamourizada. Eram só anônimos e pessoas da periferia”, destacou.

A atriz também explicou que viver Dona Lurdes acabou mudando um pouco a forma como era enxergada pelo público. A personagem de 'Amor de Mãe' virou um fenômeno nacional justamente por sua simplicidade, humanidade e força emocional.

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“Hoje em dia, é mais suave. Quando você está na dramaturgia, não é você que está ali. Eu digo que a dona Lurdes me ajudou muito. Na hora em que eu não aguentava mais, dona Lurdes veio para limpar minha barra um pouco e eu dar uma respirada”, brincou.

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