Após overdose quase fatal, 3 AVCs e ataque cardíaco, Demi Lovato ouviu de Elton John, marcado por anos de dependência química, um conselho sobre drogas que demorou a aceitar
Publicado em 9 de setembro de 2026 às 17:20
Por Luiz Eugênio de Castro | Reality show, redes sociais e TV
Leonino apaixonado por entretenimento e cultura pop! Filho legítimo de Britney Spears e obcecado pela Anitta, claro!
A cantora chegou a defender o consumo moderado de álcool e maconha durante sua recuperação, mas mudou de ideia meses depois e passou a defender a sobriedade completa
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A primeira vez que Demi Lovato usou cocaína foi aos 17 anos, quando ainda estava no Disney Channel. Na ocasião, ela era um dos maiores nomes da empresa - ao lado de Miley Cyrus e Selena Gomez -, protagonista do filme "Camp Rock" e dona de uma série de sucesso, "Sunny Entre Estrelas". Por trás da imagem de estrela teen, porém, a cantora passava por um turbilhão de dramas causados por traumas do passado e do presente.

Bullying, distúrbios alimentares e pressão estética fizeram a artista buscar meios de "escape". Pouco depois, já aos 18, ela entrou em tratamento - forçado, inicialmente.

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Demi virou exemplo para os jovens - e essa também foi sua prisão

Com idas e vindas na recuperação e recaídas, Demi passou a viver uma luta pública que a colocou em uma espécie de "caixinha da superação" - também quase fatal. Sua história de recomeços acabou transformando a cantora em um modelo para muitos jovens... um papel bonito por fora, mas com um fardo pesado demais para carregar.

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Em 2018, essa batalha quase terminou de forma trágica. Demi sofreu uma overdose e precisou ser internada às pressas. Anos depois, ao falar sobre o episódio no documentário "Dancing With The Devil", ela revelou que sofreu três AVCs, um ataque cardíaco e danos cerebrais. Segundo a própria cantora, os médicos disseram que ela tinha apenas mais cinco a dez minutos de vida quando chegou ao hospital.

O histórico daquele período era ainda mais complicado. Demi contou que havia recorrido a diferentes substâncias ao longo dos anos e que, semanas antes da overdose, havia usado heroína e crack.

Elton John deu conselho polêmico a Demi Lovato após overdose 

Depois de tentar muitas terapias e tratamentos, Demi decidiu experimentar algo inédito para ela na época. Em 2021, a voz de "Skyscraper" entrou na chamada "California Sober", uma abordagem na qual dizia usar maconha e consumir álcool de forma "moderada", enquanto permanecia longe de outras substâncias. 

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A descoberta foi exposta no documentário, lançado naquele ano no YouTube, e contou com uma opinião bem polêmica e sincera de ninguém menos que... Elton John.

O ícone pop, que subiu ao palco do Rock in Rio 2026 na segunda-feira (7), também passou por uma luta complicadíssima contra as drogas. Elton enfrentou durante anos a dependência de álcool e drogas e chegou a contar que, antes de buscar ajuda, estava completamente perdido naquele ciclo. Em 1990, entrou em tratamento em Chicago para lidar com a dependência química e outros comportamentos compulsivos. 

"Eu entreguei uma boa parte da minha vida nos anos 1980, quando aquela epidemia [de Aids] começou a aparecer, e eu era um viciado egoísta. Eu tinha gente morrendo à minha volta, amigos meus. E ainda assim, não parava com aquela vida. É a pior coisa do vício", contou ele em uma entrevista à NBC.

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Desde então, mantém a sobriedade - uma virada que o próprio cantor já descreveu como um momento em que precisou "aprender a funcionar como ser humano" novamente. Presente no documentário de Demi, ele fez questão de ressaltar que não acreditava no estilo que a cantora estava seguindo naquela época. E, vindo de alguém que conhecia aquela batalha de perto, o recado foi direto!

'Se você bebe, vai beber mais'

"Moderação não funciona, desculpe. Se você bebe, vai beber mais; se toma um comprimido, vai tomar outro", disparou Elton John, sem papas na língua. No documentário, o cantor deixou claro que, para ele, a abstinência completa era o caminho possível diante da própria experiência com a dependência.

Apesar de respeitar seu ídolo, Demi não hesitou em discordar publicamente. Também no documentário, ela expressou: "Essa é a verdade para algumas pessoas. Só que não é a minha verdade".

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A artista foi enfática ao dizer que não poderia se "preocupar com o que as pessoas vão dizer". "Estou vivendo a minha verdade e isso é o que importa para mim. Não vou mudar a minha verdade por ninguém, porque quando tentei fazer isso, quase me matou", rebateu ela, referindo-se ao período que antecedeu a overdose e às consequências daquele episódio.

© Getty Images, Larry Busacca
Demorou, mas Demi entendeu: 'Ele tinha razão'

"Dizer a mim mesma que nunca posso beber ou fumar maconha me faz sentir como se estivesse me preparando para o fracasso, porque sou uma pessoa que pensa em termos absolutos", desabafou. Demi explicou que vinha tentando fugir justamente da lógica do "tudo ou nada" e acreditava que uma abordagem menos rígida poderia ajudá-la a lidar com a própria recuperação.

Meses depois, porém, a situação mudou. No início de dezembro de 2021, ela usou o Instagram para contar que havia abandonado a "estratégia". "Não apoio mais meu estilo de vida 'californiano sóbrio'. Sóbrio de verdade é o único jeito de ser", escreveu ela nos Stories. 

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