Uma declaração feita por Sigmund Freud desperta a curiosidade sobre o legado do médico austríaco que revolucionou a psicologia moderna até os tempos de hoje. Em uma carta escrita a Karl Groddeck em 5 de junho de 1917, ele escreveu: “O inconsciente é o verdadeiro intermediário entre o somático e o psíquico, talvez o elo perdido tão procurado”.
Considerado o criador da psicanálise, Freud defendia que aquilo que pensamos conscientemente representa apenas uma pequena parcela da mente humana. Para explicar essa teoria, o especialista costumava utilizar a famosa metáfora do iceberg: a parte visível representaria a consciência, enquanto a região submersa simbolizaria o inconsciente, onde estariam desejos reprimidos, traumas e impulsos ocultos.
Ao longo dos últimos anos, Selena Gomez também passou a falar publicamente sobre saúde mental e emoções reprimidas, tema que dialoga diretamente com as teorias de Sigmund Freud sobre o inconsciente.
Em entrevistas, a artista revelou dificuldades para lidar com os próprios sentimentos e afirmou que “sempre teve muitas emoções diferentes” sem saber exatamente como controlá-las. A cantora ainda destacou a importância da terapia e do autoconhecimento no processo de compreensão emocional.
“Eu sempre tive muitas emoções diferentes e não sabia exatamente como controlá-las”, disse Selena Gomez, em entrevista à Allure sobre saúde mental e autoconhecimento. “Guardar tudo para si pode ser muito difícil emocionalmente”, ela acrescentou ao falar sobre terapia e saúde mental.
Décadas após sua morte, as teorias de Sigmund Freud seguem provocando debates intensos entre especialistas e internautas. O pensamento sobre o inconsciente voltou a circular em publicações nas redes sociais e despertou novas interpretações sobre emoções, comportamento e relações humanas.
Segundo a teoria freudiana, muitos conflitos emocionais surgem justamente da tensão entre desejos inconscientes e as regras impostas pela sociedade. Freud também associava sonhos, lapsos de memória e os famosos “atos falhos” a conteúdos reprimidos que escapariam do controle racional.
Apesar das críticas que recebeu ao longo da carreira, especialmente de estudiosos que questionavam a comprovação científica de suas ideias, parte da comunidade acadêmica reconhece a influência duradoura da psicanálise na compreensão da mente humana.
Nascido em 1856, na então região de Freiberg, na Morávia, Sigmund Freud se formou em Medicina na Universidade de Viena e construiu carreira na neurologia clínica. Um dos momentos decisivos de sua trajetória aconteceu em Paris, em 1885, quando estudou com o neurologista francês Jean-Martin Charcot.
A experiência com pacientes diagnosticados com histeria levou Freud a desenvolver teorias sobre traumas psicológicos e sintomas físicos sem origem fisiológica aparente. Mais tarde, ao lado do médico Josef Breuer, criou o chamado método catártico, conhecido popularmente como ‘cura pela fala’.
Com o passar dos anos, Freud abandonou a hipnose e passou a utilizar a associação livre como principal técnica terapêutica. A prática permitia que pacientes expressassem pensamentos sem filtros, facilitando o acesso a conteúdos inconscientes profundos.
Em 1938, após a ascensão do nazismo, o psicanalista deixou Viena e se exilou em Londres. Ele morreu no ano seguinte, em 1939, mas deixou conceitos que seguem presentes até hoje, como repressão, narcisismo e mecanismos de defesa.