Luis Rojas Marcos, 82 anos, psiquiatra: 'É preciso cultivar o senso de humor para chegar bem ao fim da vida'
Publicado em 21 de agosto de 2026 às 10:07
Por Clara Espíndola | Colaboradora | TV, beleza e famosos
Viciada em novela desde criança, Clara é apaixonada por beleza, criada no teatro e troca qualquer programa por uma boa noite de fofoca.
Rir de si mesmo não é um capricho de caráter, é uma estratégia de sobrevivência
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O bom humor não é apenas uma forma agradável de encarar o dia: ele tem efeitos mensuráveis sobre a saúde física, mental e social. A psicologia, a neurociência e a medicina passam anos estudando como o humor influencia o nosso bem-estar, e os resultados apontam que rir e manter uma atitude positiva traz benefícios importantes.

E não são apenas aqueles gurus que abundam nas redes sociais que dizem isso. Especialistas de prestígio reconhecido, como Luis Rojas Marcos, também afirmam o mesmo. O psiquiatra sevilhano, autor de “El regalo de los años. Claves para envejecer felices”, voltou a falar sobre longevidade e bem-estar emocional durante sua participação no podcast “Lo que Tú Digas", apresentado por Álex Fidalgo.

Durante a entrevista, a conversa girou, como costuma acontecer quando Rojas Marcos fala, em torno de duas ideias que ele costuma defender: que o humor é uma ferramenta clínica e que a curiosidade, mais do que a genética, é o que faz a diferença entre envelhecer bem ou mal.

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O senso de humor prolonga a vida

Rojas Marcos não fala do humor como quem recomenda assistir a uma comédia para relaxar. Ele o apresenta como um mecanismo de defesa psicológica, algo que ajuda a metabolizar o que, de outra forma, seria insuportável. Rir das próprias limitações, diz ele, ou das incoerências da vida, não apenas alivia a carga emocional do momento, mas também deixa marcas positivas na saúde a médio prazo.

"O senso de humor prolonga a vida", afirma, apoiando-se em estudos realizados em contextos extremos que mostram como o riso pode funcionar como um recurso de resistência psicológica diante de situações-limite. Nesse sentido, o psiquiatra insiste que o humor não resolve nada de imediato — não é a resposta necessária em meio a uma crise. No entanto, permite, depois, tomar distância e reinterpretar os fatos; ver sob outra perspectiva algo que, de outro modo, ficaria estagnado na dor.

"Qualquer kit de primeiros socorros deveria incluir uma dose de senso de humor", destacou ele anteriormente em sua passagem pelo "Aprendemos Juntos", projeto educativo do BBVA, onde aprofundou essa mesma ideia com ainda mais detalhes.

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Continuar aprendendo: o outro pilar do envelhecimento saudável

O humor é uma parte importante para envelhecer com saúde, mas não é a única coisa sobre a qual Rojas Marcos fala ao ser questionado sobre como podemos somar anos da melhor maneira possível. O psiquiatra explica que a atividade física e mental são os pilares que sustentam todo o resto. 

O exercício não beneficia apenas o corpo, lembra ele, mas também o cérebro e o equilíbrio emocional.

Caminhar, ir à academia ou simplesmente evitar o sedentarismo são hábitos que ajudam a preservar tanto as funções cognitivas quanto o bem-estar psicológico com o passar dos anos. 

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Além disso, há a socialização, que para ele tem quase o mesmo peso do exercício físico. Ele recomenda planejar a aposentadoria com antecedência, desenvolvendo interesses, atividades e redes de apoio antes que a rotina de trabalho desapareça de repente.

Continuar aprendendo, manter a curiosidade intelectual e adaptar a rotina a cada etapa da vida com flexibilidade são, segundo ele, os ingredientes que fazem a diferença entre uma velhice sofrida e uma velhice bem vivida.

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