Médica explica doença sem causa conhecida que matou um dos filhos gêmeos da influenciadora Clara Maia
Publicado em 23 de setembro de 2025 às 14:59
Por Matheus Queiroz | Notícias dos famosos, TV e reality show
Jornalista por vocação, apaixonado por música, colecionador de CDs e neto perdido de Rita Lee.
A influenciadora Clara Maia perdeu Túlio, um dos bebês que estava esperando, após um parto emergencial.
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A influenciadora Clara Maia perdeu Túlio, um dos bebês que estava esperando, após um parto emergencial na 27ª semana da gestação. O segundo filho, Theo, está na UTI e, segundo a mãe, está “lutando pela vida”. Nesta terça-feira (23), a esposa de André Coelho revelou que o óbito ocorreu em decorrência da Síndrome de Transfusão Feto-Fetal (STFF).

Também conhecida como Síndrome da Transfusão de Gêmeos, a condição ocorre quando os bebês gêmeos compartilham uma única placenta. Os casos são raros, cerca de 10 a 15% das gestações gemelares monocoriônicas são afetadas, e as causas ainda são desconhecidas.

A STFF é uma doença da placenta onde os gêmeos se tornam doador ou receptor. O gêmeo doador produz menos urina que o necessário, o que resulta em quantidade de líquido amniótico aquém do esperado e baixo crescimento fetal. Já o gêmeo receptor tem mais urina do que o normal. A quantidade excessiva de líquido amniótico causa crescimento na bexiga e sobrecarrega o coração, o que gera insuficiência cardíaca.

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“Sem tratamento, essa condição pode ser fatal para um ou ambos os gêmeos. Nesse tipo de gravidez, ocorrem conexões anormais de vasos sanguíneos na placenta da paciente. O sangue flui de forma desigual entre os fetos, transfundindo sangue de um pra outro. Um gêmeo, chamado de doador fica desidratado enquanto o outro gêmeo, chamado de receptor desenvolve pressão alta”, explica Flávia do Vale, professora de Obstetrícia da Universidade Federal Fluminense (UFF), em nota enviada à imprensa. 

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Existe tratamento para a STFF, mas os protocolos variam de acordo com a evolução da gravidez e a gravidade do quadro. O prognóstico é melhor quando a síndrome se desenvolve após 20 semanas de gestação. 

“Quando os fetos são afetados apenas levemente pela STFF, podemos recomendar uma redução do volume para drenar o excesso de líquido amniótico do saco do gêmeo receptor. Se a redução não funcionar, os pacientes podem ter a opção de prosseguir com a fotocoagulação fetoscópica seletiva a laser (SFLP), conhecida como cirurgia a laser”, completa Flávia.

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Clara descobriu a síndrome de forma aguda, o que impossibilitou as chances de uma cirurgia. “No nosso caso, ela foi aguda, isso significa que foi uma hora pra outra. Não tivemos nem chance de tentar a cirurgia a laser. Todos os exames estavam perfeitos e fazíamos ultra a cada duas semanas. Acompanhando bem de perto", lamenta a influencer.

No caso de Clara, Túlio foi o receptor e Theo, o doador. "Túlio foi o receptor e nasceu com 995g, com o coração muito sobrecarregado, não resistiu. Theo foi o doador, nasceu com 680g. Está na UTI lutando pela vida”, contou a influencer.

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