Difteria ainda é risco de vida? Doença de Juanito na novela 'Terra Nostra' expõe dados alarmantes sobre crianças infectadas no Brasil
Publicado em 19 de fevereiro de 2026 às 11:03
Por Rafael Munhos | Novelas e TV
Jornalista apaixonado por novelas, filmes, séries e música eletrônica. Também adoro fazer corrida de rua.
Entenda como a difteria ainda pode levar à morte; doença de Juanito na novela 'Terra Nostra' registra números chocantes no Brasil
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A reprise de ‘Terra Nostra’, exibida pela TV Globo, voltou a chamar atenção para um drama real que marcou o fim do século XIX e o início do século XX, mas segue em alta no mundo: a difteria. 

Como principais sintomas, a difteria causa dor de garganta, febre baixa e inchaço no pescoço, podendo evoluir para asfixia, complicações cardíacas e neurológicas. 

Na trama escrita por Benedito Ruy Barbosa, o filho de Giuliana (Ana Paula Arósio) é diagnosticado com a doença e imediatamente afastado do convívio social. Em uma época sem vacinação ampla, crianças morriam em grande número. 

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O menino chega a ser dado como morto, mas, no último capítulo, o público descobre que ele sobreviveu e retorna para os braços da mãe, em uma das cenas mais emocionantes da novela.

Mas a pergunta que ecoa fora da ficção é inevitável: a difteria ainda existe no Brasil e mata? Sim, e os números preocupam. A doença pode acabar coma vida das pessoas, especialmente quando não há vacinação. 

O Brasil voltou a figurar entre os 20 países com maior número de crianças não vacinadas. Em 2024, o país aparece na 17ª posição, com 229 mil crianças que não receberam a primeira dose da DTP (Tríplice Bacteriana).

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“Apesar deste número corresponder a 2% da população de crianças que devem tomar essa vacina, 229 mil crianças é um número gigantesco, semelhante a populações inteiras de cidades e até de países, o que deve ser levado em conta”, afirma o infectologista e gestor médico do Instituto Butantan, Érique Miranda.

A vacina DTP é produzida pelo próprio Butantan e o ser humano precisa de três doses e dois reforços, sendo a primeira aplicada aos dois meses de idade. 

Para a Organização Mundial da Saúde, a primeira dose é um indicador essencial de acesso à imunização. Quando não é administrada, a criança é considerada 'zero dose'.

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No Brasil, a queda vacinal começou durante a pandemia. “Houve sim uma queda nas coberturas vacinais e essa variação desde a pandemia já foi suficiente para colocar o Brasil nesta lista”, alerta o especialista.

Globalmente, mais de 14 milhões de crianças não receberam a primeira dose em 2024. Segundo o UNICEF, regiões com fragilidade institucional, conflitos ou vulnerabilidade social concentram os maiores índices. 

“No entanto, é igualmente importante garantir que os países com baixas taxas de cobertura, onde as crianças têm maior probabilidade de não serem imunizadas, recebam a atenção necessária, especialmente em nações com coortes de nascimento menores”, pondera o Unicef.

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