Carl Jung, psicólogo: 'A solidão não vem da falta de pessoas ao nosso redor, mas da incapacidade de nos comunicarmos'
Publicado em 30 de março de 2026 às 12:38
Por Clara Molter | Colaboradora
Jornalista curiosa que gosta de ouvir e de contar boas histórias. Ama astrologia e pautas esotéricas, é antenada no universo do entretenimento, celebridades, e tendências do mundo da moda e da beleza.
O renomado psiquiatra Carl Jung trouxe uma importante reflexão a respeito da solidão. Muitas vezes, viver isolado não se dá apenas no âmbito físico, mas também pelo medo de uma pessoa ser julgada, ou expressar seus sentimentos. Entenda!
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A psicologia está cada vez mais empenhada em explicar aquilo que nos cerca, dentro da sociedade atual. Diante do comportamento das gerações atuais, temas como ansiedade, depressão, e até mesmo o isolamento, têm sido muito debatidos entre diversos especialistas.

Um deles foi o psicólogo suíço Carl Jung, personalidade de suma importância para a psicanálise. Ele trouxe à tona diversos ensinamentos a respeito do isolamento emocional, frequente entre o público mais velho, ou para aquelas pessoas que gostam de guardar tudo para si.

Segundo o especialista, a verdadeira solidão não vem da falta de pessoas ao nosso redor, mas da incapacidade de nos comunicarmos em nossa verdadeira essência, quando estamos com elas. Um grande exemplo da teledramaturgia foi a personagem de Nina/Rita (Débora Falabella). 

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Mesmo cercada de pessoas na mansão de Tufão (Murilo Benício), ela vivia isolada emocionalmente, guardando tudo para si e arquitetando sua ardilosa vingança contra Carminha (Adriana Esteves), de forma estratégica em "Avenida Brasil". 

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Uma das expressões mais conhecidas de Jung diz respeito em como nos relacionamos, uns com os outros. Muitas vezes, essa relação pode não parecer estar muito saudável: "A solidão não vem da falta de pessoas, mas da incapacidade de nos comunicarmos, ou revelarmos opiniões que os outros não aceitariam", disse ele.

Dessa maneira, ainda que tenhamos diversos colegas ao nosso redor, seja no trabalho, seja até mesmo em uma reunião de amigos, vamos nos sentir sozinhos e desamparados, ainda mais se tivermos escondendo o que pensamos ou os nossos sentimentos.

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Atualmente, com o mundo conectado às redes sociais, estamos compartilhando postagens superficiais, já que existe aquele receio "do que os outros vão pensar". Segundo o psiquiatra, para ser verdadeiro com alguém, é necessário remover os "filtros", sentindo-se aceito na sociedade.

Até hoje, algumas expressões famosas do nosso vocabulário, como "extrovertido" e "introvertido", se tornaram populares a partir dos estudos de Jung. Em seus estudos, ele tentou mergulhar profundamente nos sentimentos e emoções de cada indivíduo, tentando entender o motivo pelo qual temos reações tão diversas.

O que se passa em nossa mente?

De acordo com a biografia de Carl Jung, focada na psicologia analítica, o estudioso sempre buscou sair de sua zona de conforto, tentando entender realmente o complexo da mente humana. Após sua formação em Medicina (1900), e partiu rumo à Psiquiatria. 

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Jung chegou a transcorrer sobre uma linha de raciocínio que envolvia fenômenos ocultos, escrevendo sobre o tema em sua tese de Doutorado. Essa prática também ficou conhecida como a psicologia do paranormal, que iria além da ciência. 

Além de juntar-se à Associação Psicanalítica Internacional (IPA) em 1911, suas ideias ainda causam grande impacto nos estudos psicológicos da modernidade.

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