Dariush Mozaffarian, cardiologista: 'As pessoas ficam obcecadas com as proteínas, quando deveriam se concentrar nas gorduras saudáveis. Elas são o grupo de nutrientes mais importante'
Publicado em 6 de julho de 2026 às 12:02
Por Clara Espíndola | Colaboradora | TV, beleza e famosos
Viciada em novela desde criança, Clara é apaixonada por beleza, criada no teatro e troca qualquer programa por uma boa noite de fofoca.
Elas nos ajudam a cuidar do coração, a manter nosso sistema nervoso em boa forma e até mesmo influenciam os hormônios
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Quando se trata de tendências, as proteínas são uma delas. Para onde quer que você olhe no supermercado, há proteínas, como se fossem um deus onipotente. 

Dezenas de produtos “proteicos” ou “ricos em proteínas” ocupam as prateleiras, e esse argumento é usado até mesmo em produtos que já são, por si só, proteínas, como o atum. 

É verdade que elas ajudam a reparar tecidos, manter e gerar massa muscular e regular os hormônios. Elas influenciam a sarcopenia da menopausa e são saciantes, o que nos ajuda a controlar o apetite, mas há uma obsessão excessiva por elas. Ou pelo menos é o que afirma o cardiologista Dariush Mozaffarian.

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O professor de nutrição da Universidade Tufts e autor de mais de 500 publicações científicas afirmou, em entrevista ao The Washington Post: “Acho que as pessoas estão erroneamente obcecadas com as proteínas, quando deveriam estar obcecadas com as gorduras saudáveis”.

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A importância das gorduras saudáveis em nossa alimentação

As gorduras, em geral, são um nutriente essencial, mas que, durante anos, foi menosprezado. Precisamos consumir gorduras saudáveis para cuidar do nosso coração, como o ômega-3. Elas também facilitam a absorção de vitaminas e outros compostos solúveis e fazem parte de cada célula do sistema nervoso central. 

Foi comprovado que o consumo de gorduras insaturadas pode diminuir a neurodegeneração e favorecer a aprendizagem e a memória. 

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Elas contribuem para o bom funcionamento dos hormônios do organismo e favorecem a proteção do corpo, conforme explicado na Vitónica. São absolutamente necessárias.

“Se analisarmos as evidências sobre os benefícios para a saúde cardiovascular e metabólica, as gorduras saudáveis constituem a classe de nutrientes mais importante na alimentação”, explicava Mozaffarian, e “elas provêm das plantas: frutas secas, sementes e óleos vegetais, bem como dos frutos do mar”.

Tim Spector, especialista em microbiota, afirmava que consumir uma mistura de nozes e sementes era “a melhor maneira de cuidar da saúde cerebral”. Mozaffarian vai além, pois afirma que as nozes e sementes contêm entre 80% e 90% de gordura, e “já foi comprovado que seu consumo é muito saudável”. Óleos vegetais ricos em gorduras insaturadas, como o azeite de oliva ou o óleo de girassol com alto teor de ácido oleico, por exemplo, “são incrivelmente saudáveis. 

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A mensagem que circula nas redes sociais de que os óleos de sementes são prejudiciais à saúde é simplesmente falsa”, afirma.

Além de óleos, frutos secos e sementes, o cardiologista recomenda comer peixes azuis porque eles têm “maior teor de gordura”. O salmão, a truta, as anchovas, o atum ou a cavala contêm grandes quantidades de ômega-3, benéficos para o coração, e seu consumo diário nos ajuda a manter baixos os níveis de colesterol e triglicerídeos. 

Quanto às gorduras encontradas nos laticínios, Mozaffarian garante que, embora não sejam tão benéficas quanto as gorduras vegetais e os frutos do mar, continuam sendo mais saudáveis do que os amidos e o açúcar. “Elas são moderadamente saudáveis, especialmente as presentes em alimentos fermentados, como iogurte e queijo”. Nesse caso, o mais importante, segundo o especialista, é “consumir iogurte natural. Estamos consumindo muitos iogurtes com alto teor de açúcar e aromatizantes”. 

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Tudo isso não significa que devemos consumir gorduras saudáveis sem critério, mas sim que não precisamos ter tanto medo delas e devemos incluí-las em todas as nossas refeições. É tão fácil quanto adicionar algumas sementes à salada, um bom fio de azeite de oliva ou jantar um peixe rico em ômega-3 para garantir que, mesmo quando ingerimos proteínas, não nos esqueçamos das gorduras. A importância das gorduras saudáveis em nossa alimentação

As gorduras, em geral, são um nutriente essencial, mas que, durante anos, foi menosprezado. Precisamos consumir gorduras saudáveis para cuidar do nosso coração, como o ômega-3. Elas também facilitam a absorção de vitaminas e outros compostos solúveis e fazem parte de cada célula do sistema nervoso central. 

Foi comprovado que o consumo de gorduras insaturadas pode diminuir a neurodegeneração e favorecer a aprendizagem e a memória. Elas contribuem para o bom funcionamento dos hormônios do organismo e favorecem a proteção do corpo, conforme explicado na Vitónica. São absolutamente necessárias.

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“Se analisarmos as evidências sobre os benefícios para a saúde cardiovascular e metabólica, as gorduras saudáveis constituem a classe de nutrientes mais importante na alimentação”, explicava Mozaffarian, e “elas provêm das plantas: frutas secas, sementes e óleos vegetais, bem como dos frutos do mar”.

Tim Spector, especialista em microbiota, afirmava que consumir uma mistura de nozes e sementes era “a melhor maneira de cuidar da saúde cerebral”. Mozaffarian vai além, pois afirma que as nozes e sementes contêm entre 80% e 90% de gordura, e “já foi comprovado que seu consumo é muito saudável”. 

Óleos vegetais ricos em gorduras insaturadas, como o azeite de oliva ou o óleo de girassol com alto teor de ácido oleico, por exemplo, “são incrivelmente saudáveis. 

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A mensagem que circula nas redes sociais de que os óleos de sementes são prejudiciais à saúde é simplesmente falsa”, afirma.

Além de óleos, frutos secos e sementes, o cardiologista recomenda comer peixes azuis porque eles têm “maior teor de gordura”. O salmão, a truta, as anchovas, o atum ou a cavala contêm grandes quantidades de ômega-3, benéficos para o coração, e seu consumo diário nos ajuda a manter baixos os níveis de colesterol e triglicerídeos. 

Quanto às gorduras encontradas nos laticínios, Mozaffarian garante que, embora não sejam tão benéficas quanto as gorduras vegetais e os frutos do mar, continuam sendo mais saudáveis do que os amidos e o açúcar. 

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“Elas são moderadamente saudáveis, especialmente as presentes em alimentos fermentados, como iogurte e queijo”. Nesse caso, o mais importante, segundo o especialista, é “consumir iogurte natural. Estamos consumindo muitos iogurtes com alto teor de açúcar e aromatizantes”. 

Tudo isso não significa que devemos consumir gorduras saudáveis sem critério, mas sim que não precisamos ter tanto medo delas e devemos incluí-las em todas as nossas refeições. É tão fácil quanto adicionar algumas sementes à salada, um bom fio de azeite de oliva ou jantar um peixe rico em ômega-3 para garantir que, mesmo quando ingerimos proteínas, não nos esqueçamos das gorduras.

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